Organização sul-africana denuncia violência contra agricultores

Published in Mundo
quarta, 12 setembro 2018 07:14
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A Agri SA, maior grupo comercial agrícola na África do Sul, condenou, esta terça-feira, o que considera ser "a violência contínua que a comunidade agrícola e a sociedade sul-africana enfrentam diariamente", após o anúncio de estatísticas de criminalidade.

"É preocupante que tenham ocorrido 62 assassinatos em fazendas agrícolas durante 2017/2018. São 15 assassinatos a mais do que foi anunciado no parlamento no início deste ano", afirmou, em comunicado, Kobus Breytenbach, director do Centro de Excelência Agri SA: Segurança Rural.
O ministro da Polícia, Bheki Cele, anunciou, esta terça-feira, no parlamento que um total de 20.336 pessoas morreram entre Fevereiro de 2017 e Março de 2018, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado, correspondendo a 56 mortes por dia.
"Os assassinatos e ataques à comunidade agrícola permanecem demasiadamente elevados e são inaceitáveis, a sociedade e o Governo deveriam tomar nota disso", refere o dirigente agrícola.
Na opinião de Breytenbach, "se mais sul-africanos e atores internacionais levantarem a problemática, haverá uma acção melhorada para se evitarem assassinatos e ataques nas fazendas agrícolas".
A organização, que representa 28 mil grandes agricultores na África do Sul, sublinha que nos últimos anos investiu mais de 10 milhões de rands (570 mil euros) na segurança e prevenção do crime, através do 'Agri Securitas Trust Fund', um fundo fiduciário privado de apoio a agricultores e trabalhadores agrícolas.
"A actividade desenvolvida pelo 'Agri Securitas Trust Fund' ao longo dos anos para proteger as comunidades agrícolas é louvável e tem demonstrado bons resultados", precisa Breytenbach.
Segundo os dados da polícia divulgadas ontem pelo Governo, o número de assassinatos aumentou desde 2011/2012.
Por outro lado, os chamados 'crimes de trio', ou seja, roubo de casa (61 incidentes por dia, decréscimo de 0,4%), roubo de negócios (55 por dia, decréscimo de 3,1%) e sequestros por 'carjacking' (45 por dia; decréscimo de 2.3%) diminuíram no ano passado, comparativamente ao ano anterior, onde houve um aumento.
"É o tipo de crime perante o qual a comunidade agrícola se encontra mais exposta e que afecta os meios de subsistência daqueles que trabalham na agricultura", afirma Breytenbach.
"Os níveis de brutalidade são demasiado elevados e deveria haver um esforço efectivo, apoiado pelos serviços secretos para que se encontrem soluções de resposta e se evite a cultura de violência contra a nossa comunidade agrícola", apelou ainda o dirigente.
A organização agrícola adianta no comunicado que pediu uma reunião urgente com o ministro da Polícia.(RM /NMinuto)

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