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Brasil transfere 200 venezuelanos de Roraima para outros estados

Published in Mundo
quarta, 05 setembro 2018 17:50
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Um grupo de mais de 200 imigrantes e refugiados venezuelanos está a ser transferido, esta quarta-feira, numa aeronave do Exército da cidade da Boa Vista, capital de Roraima, para três regiões do Brasil, segundo as autoridades locais.

 

Os venezuelanos foram transferidos pelo Governo, numa acção humanitária organizada para levar imigrantes e refugiados da fronteira no norte do Brasil, área pouco povoada e desenvolvida economicamente, para zonas mais ricas e densas.

Um grupo de 75 venezuelanos está a caminho de São Paulo, maior cidade do Brasil, outros 125 viajam para Esteio, uma cidade no estado brasileiro do Rio Grande do Sul, e quatro ficarão em Brasília, capital do país.

Em Brasília, os quatro venezuelanos reencontrarão familiares que moram em Goiás e não ficarão em abrigos.

Em São Paulo, o grupo de 75 venezuelanos ficará em quatro abrigos - três deles administrados pela prefeitura e um ligado a uma congregação religiosa.

Já os 125 transferidos para Esteio serão acolhidos num abrigo federal alugado pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), com alimentação fornecida pelo Brasil.

O Governo brasileiro realiza acções de interiorização com ajuda do ACNUR, que identifica venezuelanos interessados em participar no programa e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos.

A agência da ONU para refugiados assegura que as pessoas estão devidamente documentadas e providencia melhorias nas infra-estruturas nos locais de acolhimento.

Nos últimos dois anos, milhares de venezuelanos têm cruzado a fronteira do Brasil no estado de Roraima para fugir de uma grave crise social e económica no seu país.

Segundo dados do Instituto Brasil de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 30 mil venezuelanos saíram do seu país e estão a viver em Roraima.

Desde que a crise migratória se acentuou, cerca de 56,7 mil venezuelanos procuraram a Polícia Federal brasileira para pedir refúgio ou residência no país. (RM-NM)

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