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Independentistas comemoram dia da região com manifestação em Barcelona

Published in Mundo
terça, 11 setembro 2018 10:04
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Os movimentos separatistas catalães comemoram hoje o Dia da Catalunha ('A Diada') com uma manifestação em Barcelona de apoio à independência desta região espanhola e de condenação do que chamam a "repressão" do Estado central.

 

As forças independentistas indicaram na segunda-feira que estão inscritas 440.000 pessoas para a concentração que será o "ponto de partida" de uma série de outras mobilizações previstas para este outono e inverno.
Por seu lado, as forças apoiantes da unidade de Espanha criticaram que o Dia da Catalunha seja aproveitado, mais uma vez, pelos independentistas e tenha deixado de ser um dia festivo de todos os catalães.
"Infelizmente [...] converteu-se num dia de reivindicação independentista, que exclui uma parte muito importante, a metade mais ou menos, da população" da Catalunha, disse no sábado o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Josep Borrel.
"Diada pela República" é este ano o tema da manifestação, que é utilizada anualmente para defender a causa da independência com imagens de uma concentração ordeira e de grandes dimensões que passam em todas as televisões do mundo.
Os independentistas reclamam há muito tempo um referendo regional sobre a independência da Catalunha, em moldes semelhantes aos que foram realizados no Quebec (Canadá) ou na Escócia (Reino Unido).
A Constituição de Espanha apenas permite uma consulta eleitoral que ponha em causa a unidade do país se esta for realizada a nível nacional.
O processo de independência da Catalunha foi interrompido em 27 de Outubro de 2017, quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma na sequência da realização de um referendo de autodeterminação organizado pelo executivo regional independentista em 01 de Outubro do mesmo ano e que foi considerado ilegal.
As eleições regionais, que se realizaram a 21 de Dezembro, voltaram a ser ganhas pelos partidos separatistas.
Nove dirigentes separatistas estão presos à espera de julgamento por delitos de rebelião, sedição e/ou peculato pelo seu envolvimento na tentativa falhada em 2017 de separar a Catalunha da Espanha.
Os independentistas consideram que os detidos em prisões espanholas pelo seu envolvimento na tentativa de autodeterminação da Catalunha são "presos políticos".
O principal líder independentista, o ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont, vive exilado na Bélgica, depois de a Justiça espanhola não ter conseguido a sua extradição da Alemanha, para ser julgado por crime de rebelião.
O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com cerca de 7,5 milhões de habitantes, uma dimensão de um terço da área de Portugal, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas. (RM NMinuto)

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