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Vale e Sasol defendem industrialização de Moçambique através de parcerias

Published in Economia
quinta, 26 abril 2018 07:58
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As multinacionais sul-africana e brasileira Sasol e Vale defendem o estabelecimento de parcerias estratégicas empresariais como a base para o crescimento socioeconómico e industrialização sustentável de Moçambique.


Falando esta quarta-feira, em Maputo, na abertura da VI Conferência e Exposição sobre Minas, Energia e Gás Natural (MMEC - 2018) os directores de Operações da Sasol e Vale, David Woodgate e Leonardo Xerinda respectivamente, apontaram a promoção do crescimento económico e social inclusivo em Moçambique como parte da sua agenda.
Sublinharam que é possível material a agenda através da conjugação de esforços empresariais.
Ambas as empresas já estabeleceram parcerias no país, mas exprimem a vontade de prosseguir com a sua expansão nas várias áreas da economia, incluindo a capacitação do conteúdo local e o desenvolvimento de infra-estruturas.
“Hoje, Moçambique está no início de uma curva de desenvolvimento exponencial. Como amigos e cidadãos de Moçambique, temos de congregar esforços para partilhar valores ao longo desta curva, estabelecendo parcerias”, disse Woodgate.
O dirigente da multinacional sublinhou que a Sasol possui uma larga experiência nesta matéria e o crescimento que está a registar tem sido na base de parcerias estratégicas. 
Afirmou que é resultado da colaboração com outras empresas que a Sasol tem estado a desenvolver o mercado do gás doméstico. 
Woodgate garantiu que a Sasol mantém o seu compromisso de continuar a investir em Moçambique e trazer valor acrescentado às actividades prospecção, exploração e comercialização do gás natural.
“Entendemos fazer isto para o desenvolvimento de Moçambique, mas em parceria com moçambicanos. Vamos melhorar a colaboração que é a chave para o desenvolvimento do país. Através de uma colaboração organizada com o sector privado, acreditamos que, de forma colectiva, podemos permitir uma industrialização do país e melhorar a vida dos cidadãos”, referiu.
Enquanto isso, a Vale Moçambique afirma que emprega actualmente mais de 2.500 trabalhadores em todo o país, uma cifra que acresce outros 2.800 de empresas que prestam serviços àquela mineradora. 
Estes números ainda estão aquém daquilo que são as ambições da empresa. Por isso, entende que o estabelecimento de parcerias é fundamental.
“Para isso, investimos na capacitação de pessoas e na sustentabilidade, em sintonia com a missão de gerar prosperidade e desenvolvimento sustentável, a partir da produção de recursos naturais”, disse Xerinda.
A Vale já concluiu os principais investimentos na expansão da mina de Moatize, na província central de Tete, e de construção de infra-estruturas para a exportação de carvão mineral. 
A multinacional brasileira vai partilhar a percepção da actuação em termos de sustentabilidade e importância que o tema “Desenvolvimento dos recursos minerais de Moçambique para uma industrialização e acrescentar valor para o país” tem para si como mega projecto e para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.
O arranque da MMEC – 2018 foi antecedido por um encontro monitorado pela empresa de advocacia Sal e Caldeira, que fez actualizações do sector de petróleos e gás de Moçambique, sobretudo no que diz respeito à legislação que rege o sector.
O evento, de dois dias, constitui uma oportunidade para a partilha de informações sobre o actual estágio e potencialidades da indústria extractiva e do sector energético em Moçambique.
É ainda um fórum de debate de diferentes temas sobre medidas necessárias para que a indústria nacional continue a crescer, traduzindo-se em benefícios para o Estado e concessionárias.
Estão representadas no evento as multinacionais Sasol, Vale Moçambique, Anadarko, ExxonMobil e outras empresas da indústria mineira e extractiva.
Moçambique faz-se representar no evento pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Instituto Nacional de Petróleos (INP), PETROMOC, Associação Geológico-Mineira de Moçambique e outras instituições do ramo.(RM)

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