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Cultura

Cultura (14)

O presidente do Instituto Camões, Luís Faro Ramos, participa na quinta e sexta-feira na terceira Subcomissão Mista entre Portugal e a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) para a Língua Portuguesa e Educação.

“Escrita, interculturalidade e cidadania” foi o tema escolhido por Ungulani Ba Ka Khossa para a palestra realizada última sexta-feira, na Universidade Lúrio, UniLúrio, Campus de Marrere, em Nampula.

O Ministério da Cultura e Turismo tomou conhecimento da circulação de imagens nas redes sociais da artista, Iolanda Boa, fazendo uso indevido da bandeira nacional, facto atentatório ao respeito pelos Símbolos Nacionais da República de Moçambique.

A Polícia da república de Moçambique deteve, esta sexta-feira, três indivíduos acusados de terem morto, à facada, a gestora da Rádio Moçambique, afecta à Direccao de Contabilidade, Ivone Pedro.

O Centro Cultural Português, em Maputo, acolhe, no próximo dia 11 deste mês, a exposição Moçambique – José Cabral.

Em Manica, o sector da cultura quer aproveitar a celebração da Páscoa para lançar uma campanha denominada Boas-Vindas.

Fazedores das artes chamados a pagar impostos fiscais

Published in Cultura
quarta, 28 março 2018 19:42

Os fazedores das artes são chamados a contribuir para o desenvolvimento do país com o pagamento de impostos fiscais das suas actividades.

Maputo acolhe Ella Poema-Moçambique

Published in Cultura
quarta, 21 março 2018 16:46

A Embaixada de Espanha em Moçambique, em colaboração com a Casa África e a Associação MONO, apresenta, esta quinta-feira, Ella Poema-Moçambique, da coreografa Aida Colmenero Díaz.

AEMO acolhe semana das delícias do Zambeze

Published in Cultura
quinta, 15 março 2018 18:33

A Associação dos Escritores Moçambicanos, AEMO, acolhe na sua sede em Maputo a Semana das Delícias do Zambeze, um evento destinado a promover a cultura da região do Vale do Zambeze que engloba áreas das províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia.

Tertúlias, taças de vinho, ironias e paródias que marcam a amizade entre os escritores António Cabrita e Mbate Pedro resultaram em “Os Crimes Montanhosos”, livro de poesia de ambos, recentemente lançado no quiosque do Deal, em Maputo.

Trata-se de um livro composto por dois corpos de poemas: os primeiros são de António Cabrita, intitulados “O Colarinho branco do corvo”, e “A gravata branca do corvo albino”, de Mbate Pedro. O mesmo sai sob chancela da Cavalo de Mar.
“A tutela de amizade”, como categorizou Cabrita a colaboração, começou de conversas corriqueiras. “Queríamos fazer algo juntos e fizemos este livro, podemos assumir que é uma amizade que degenerou num livro”, disse o escritor.
Por conseguinte, não houve nenhum conceito a guiar os poemas, apenas a liberdade criativa e a expressão dos questionamentos sobre a condição humana que conduz o fazer artístico.
O título surgiu enquanto acompanhava o noticiário, no qual o repórter, a dado momento descreveu o delito que relatava como “Os Crimes Montanhosos”.
“Achei graça e que, em simultâneo, reflecte a vida, que é uma ilha rodada de crimes à sua volta”, explicou António Cabrita.
A intriga que o título sugere também contribuiu para que ambos concordassem que assim fosse.
Cabrita verteu paródia, crítica social, nos seus poemas, não deixando de lado uma visão acre deste mundo que aconselha a não se levar tudo “muito a sério”.
Disse, por outro lado, que “não temos muitos motivos para escrever títulos felizes neste momento em função do que está a acontecer no mundo, a Síria é um exemplo claro”.
O poeta entende que a obra pode ser encarada como um discurso sustentado por uma perspectiva crítica que visa a transformação do indivíduo, que o ajude a expandir os seus horizontes e que acredite na possibilidade de se superar.
Na sequência da decisão de editar um livro conjunto e acordado o espaço que cada um deveria ter, Cabrita disponibilizou os textos que já possuía para Mbate Pedro.
“Apaguei várias vezes os meus textos”, confessou Mbate Pedro, a explicar que “foi um livro muito difícil, porque ele é muito erudito”.
Foi com a mão trémula, conforme contou, que foi buscando a alma dos poemas, de forma a dialogar com o que já havia lido.
Expressando-se em estilos diferentes, a questão temática não conduziu o processo da escrita, até porque “as artes, em geral, exploram essencialmente os seguintes temas: o amor, a morte, angústia… enfim, a condição humana”, comentou Mbate.
Prosseguiu recordando que o diferencial está na forma como se trata essas temáticas.
Olhando para a literatura moçambicana, observou que a geração pós-Charrua começa a conquistar o seu espaço no cenário nacional, embora a ausência de crítica no país limite a sua legitimação, os prémios vindos de fora gradualmente vão despertando a atenção para a nova vaga de escritores.
“Existia um certo ostracismo em relação à geração pós-Charrua, que começa a desmoronar”, nota, apontando nomes como Lucílio Manjate, Sangare Ukapi, Rogério Manjate, Andes Chivangue como algumas das referências deste novo movimento. (RM /Notícias)

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