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Guebuza destaca inclusão financeira dos moçambicanos

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A Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) atribuiu esta quinta-feira o título de Doutor Honoris Causa em Economia de Desenvolvimento ao estadista moçambicano, Armando Guebuza, o primeiro do género desde a independência nacional, em 1975.

Esta distinção da UEM, a maior e mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, surge como reconhecimento e valorização da obra, legado e qualidades humanas demonstradas por Guebuza ao longo dos dez anos da sua governação.

Falando durante o evento, o director da Faculdade de Economia, Manuel Silvestre, explicou que “a Faculdade de Economia reconhece os feitos do Presidente Guebuza, que concebeu e pôs em prática políticas e mecanismos que consubstanciam o enriquecimento da economia e desenvolvimento. Para a análise feita do seu percurso, foi assim que o Conselho de Direcção da Faculdade propôs ao Conselho Académico da UEM que lhe fosse atribuído o Doutoramento Honoris Causa na área de Economia do Desenvolvimento”.

Por sua vez, Armando Guebuza, que termina o mandato no início do próximo ano, afirmou na ocasião, que a sua governação promoveu a emancipação económica das camadas sociais mais pobres, através de medidas de inclusão financeira e enfatizou o mérito no combate à pobreza dos seus dez anos de mandato.

"Vemos hoje que os nossos compatriotas se sentem donos da luta contra a pobreza, emancipamos economicamente mais compatriotas, porque a nossa acção se centrou num desenvolvimento local, endógeno, inclusivo e participativo", declarou Armando Guebuza, já com vestes e insígnias doutorais.

O chefe de Estado moçambicano assinalou que a decisão de dotar cada um dos 151 distritos do país com um orçamento próprio resultou na criação de emprego, mais receitas e redução da miséria no país. "Todos os nossos distritos passaram a dispor desses fundos para a promoção de emprego, geração de rendimentos e desenvolvimento de infraestruturas", destacou Armando Guebuza.

A descentralização de competências e de orçamento a favor dos distritos permitiu que as populações mais pobres passassem a ter acesso a financiamento para as suas atividades produtivas, destacou o chefe de Estado moçambicano.

Por seu turno, José Chichava, padrinho do Presidente no evento, justificou a atribuição do título afirmando que a experiência do doutorando, na direcção dos diversos sectores da economia, foi determinante para estruturar as suas ideias sob o desenvolvimento económico e social do país.

Chichava resumiu a acção governativa do estadista moçambicano, ao longo dos dois mandatos no poder, no que se chama “modelo sustentável dos três pilares, nomeadamente auto-estima, infra-estruturas e instituições de desenvolvimento”.

Sobre a auto-estima, aquele académico entende que o doutorando, ou seja o estadista moçambicano, tem transmitido a importância da valorização da pessoa por esta ser o centro do processo de crescimento e desenvolvimento económico.

“Na verdade, para se ter auto-estima é necessária autoconfiança, e esta se adquire com o conhecimento que privilegia o saber-fazer. É por isso que temos o nosso doutorando a priorizar o ensino técnico-profissional na educação, para que os moçambicanos possam estar à altura dos desafios do século XXI”, referiu.

Reconhecendo a importância das infra-estruturas no desenvolvimento económico, Chichava vincou que Guebuza mobilizou vontades e financiamentos para a construção e reabilitação de estradas, pontes, linhas férreas, barragens, fontes de abastecimento de água, escolas, hospitais, transporte de energia eléctrica, comunicações, entre outras, que hoje estão a contribuir para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

A necessidade de criar poupança interna e externa para o financiamento de projectos estruturais de economia, sobretudo as infra-estruturas, também levaram Guebuza a criar algumas instituições financeiras entre as quais se destacam um banco nacional de investimentos, micro bancos, de micro finanças e a expansão da rede bancária para os distritos. Esta última tem sido determinante na mobilização de poupanças financeiras.

Como resultado das políticas resumidas nos três pilares, ao longo dos dez anos de governação de Guebuza, o Produto Interno Bruto de Moçambique (PIB) cresceu a uma taxa média anual acima de 7,4 por cento, enfrentando com sucesso a crise económica e financeira de 2008 e, posteriormente, recuperando o ritmo de crescimento.

A avaliação média anual de inflação, no mesmo período, foi de 7,9 por cento e o rendimento per capita anual duplicou. A esperança de vida ao nascimento passou de 47,1 anos em 2005 para 53,1 anos em 2013.

Enquanto isso, a produção agrícola cresceu a uma média anual de 6,9 por cento e o nível médio anual do rácio de investimentos com impacto no PIB nacional foi de 17 por cento.

A receita do Estado aumentou e a cobertura de despesas públicas disparou de 51,9 por cento para 72,6 por cento em 2013, o que demonstra uma redução da dependência orçamental externa de 48,1 por cento para 27,4 por cento no mesmo período.

(RM/AIM)

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