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Guebuza contra derramamento de sangue

Guebas-comicio-chitundoO Presidente da República, Armando Guebuza, condenou ontem (terça-feira) de forma veemente, as acções violentas que vêm sendo perpetradas por algumas pessoas no país e que resultam em derramamento de sangue, apelando a todos os moçambicanos a pautarem pelo diálogo para ultrapassar as suas diferenças.

Guebuza repudiava, assim, o ataque perpetrado por homens armados a um paiol das Forças Armadas de Moçambique (FADM) em Savane, distrito de Dondo, na província central de Sofala, que resultou em pelo menos cinco mortos e dois feridos.

Discursando durante um comício que orientou no posto administrativo de Chiuaula, na Cidade Lichinga, que marcou o primeiro dia da Presidência Aberta e Inclusiva à província do Niassa, que se prolongará até o dia 23 de Junho corrente, Guebuza sublinhou que todos os moçambicanos devem privilegiar a paz e unidade nacional para que juntos possam construir o país.

“Nós não queremos sangue, porque os moçambicanos não se alimentam de sangue. Nós não gostamos de sangue, por isso, não aceitamos que haja pessoas que gostem de sangue dos seus irmãos. Essas pessoas, quando vem outros irmãos a perderem o seu sangue vivem com esta satisfação”, disse Guebuza, condenando, vigorosamente, todas acções que atentam contra a paz e a estabilidade de Moçambique.

O ataque ao paiol é mais um acto violento que ocorre no país. Por conseguinte, em Abril passado, antigos guerrilheiros da Renamo atacaram o posto policial de Muxungue, também na província de Sofala, acto que resultou em cinco mortos, entre os quais quatro agentes da polícia, e alguns feridos.

Alguns outros actos de violência, com recurso a armas de fogo, têm ocorrido, mas de forma isolada.

“Se há diferenças, temos de continuar a dialogar como sociedade, em que cada um apresente o seu ponto de vista e, assim, continuarmos a construir este nosso país, sem derramamento de sangue”, apelou o estadista moçambicano.

O Presidente da República vincou que com o diálogo permanente, os moçambicanos chegarão a um entendimento.

“Este país é o destino comum para todos nós, por isso, todos devemos participar na sua construção e devemos garantir a sua harmonia, a sua paz e, através do diálogo, devemos continuar a trabalhar, como moçambicanos, e não devemos continuar a produzir sangue”, apelou o Presidente.

Para este fim, segundo o Chefe de Estado, os moçambicanos devem continuar a reforçar a unidade nacional, fazendo das diferenças linguísticas, religiosas ou de origem étnica, uma riqueza que vai se transformar em força maior que vai vencer a pobreza em Moçambique.

Durante o comício, os munícipes de Lichinga pediram, ao Presidente da República, o reforço do diálogo entre o governo e outras forças vivas da sociedade, para que o país continue na rota de desenvolvimento.

O pedido não só foi feito através da mensagem da população apresentada na ocasião como também por representantes religiosos durante as orações que antecederam o discurso de Guebuza e por grupos culturais, através de canções.

Segunda-feira, a Plataforma de partidos extra - parlamentares pediu ao governo para que desarme, de forma pacífica, todos os cidadãos que estão na posse de armas ilegalmente.

O pedido foi formulado durante as cerimónias alusivas aos 40 anos da morte do Herói Nacional, Francisco orlando Magumbwa, que tiveram lugar no povoado de Bâbele, localidade de Messumba, no distrito do Lago.

“Pedimos ao governo de Moçambique para que desarme todas as pessoas detentoras de material bélico sem autorização, porque o país não pode ter mais do que um exército”, disse Marcos Juma, do partido Panamo, em representação das forças políticas integrantes da plataforma.

Para além do comício popular, em Lichinga, o chefe de Estado orientou uma sessão extraordinária do governo provincial na qual foi apresentado o informe relativo ao cumprimento do plano económico e social da província e outras actividades em curso nesta parcela do país.

No âmbito desta Presidência Aberta e Inclusiva, o Presidente Guebuza escala esta Quarta-feira o distrito de Mecanhelas, para, sucessivamente, visitar os distritos de Marrupa, Mecula e lago.

(RM/AIM)

 

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