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Morreu Kok Nam, um dos Embondeiros da fotografia moçambicana

KOK NAM Moçambique perdeu, esta madrugada em Maputo, um dos seus jornalistas de referência. Kon Nam, 72 anos, foi uma figura dos momentos decisivos da actividade, no país, da época colonial ao multipartidarismo, passando pelo período revolucionário pós-independência.

Filho de imigrantes camponeses da província chinesa de Cantão, Kok, como era conhecido, passou pelos quadros do Diário de Moçambique e da Voz Africana, os órgãos que na década de 1960 tentavam furar o muro de silêncio colonial e, mais tarde, esteve na fundação da revista Tempo, publicação rebelde, inconformista, e escola de uma geração de jornalistas.

Como fotógrafo, permaneceu na Tempo durante o período revolucionário, e foi em sua casa que, em 1990, foi redigido o manuscrito do documento O direito do povo à Informação, exigindo a liberdade de imprensa como um direito constitucional.

Em 1991 aderiu ao grupo de jornalistas que criou a Mediacoop, então uma cooperativa, que lançou o diário por fax Mediafax e o semanário Savana, de que era director desde 1994.

O seu trabalho fotojornalístico, um valioso acervo para compreender a história do país nas últimas décadas, está publicado em grandes órgãos internacionais, do português Expresso ao norte-americano The New York Times.

"De trato fácil, incrivelmente jovial", modesto e humilde, como hoje o recordou a Mediacoop, "os seus colegas e amigos guardam dele um grande sentido de profissionalismo e rigor, e a defesa tenaz da integridade e dos princípios", acrescenta o comunicado da empresa.

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