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Cheias: Bebé nasce no tecto de uma casa no Chókwè

Cheias-bebe-nasce-tecto-Se as cheias que inundaram quarta-feira a cidade de Chókwè são uma “maldição” para muitos residentes daquela urbe, para Lurdes Mulhanga constituem uma bênção, porque foi durante o momento de desespero que deu à luz a sua segunda filha (na imagem).

O parto, no tecto de uma residência no 3º bairro, onde ela se encontrava refugiada, dado que as águas das cheias chegaram a atingir pouco mais de dois metros de altura naquela área é, no seu entender, prova divina de que apesar das cheias Chókwè é uma terra abençoada.

A bênção, segundo Lurdes, mulher de 25 anos de idade, reside no facto de nas inesquecíveis cheias de 2000, que também fustigaram Chókwè, uma mulher ter gerado igualmente uma filha encima de uma árvore. Trata-se da menina Rosinha, agora com 13 anos de vida.

Segundo retrato histórico do acontecimento narrado por Lurdes, mesmo antes de as águas começarem a inundar a cidade, já sentia as dores de parto, mas julgava que se tratasse de um falso alarme e que o momento certo para dar a luz estava ainda por vir.

Porém, havia por outro lado a necessidade de retirar os parcos bens da família para um local seguro, mas que a sua condição física já não tinha grande reserva energética para aguentar objectos de muito peso.

Com auxílio de outras mulheres da sua casa, uma vez que o seu marido regressou ao trabalho na vizinha África do Sul, foi auxiliada a subir a varanda de uma casa no bairro para escapar as águas que, aos remoinhos, impeliam tudo que encontrassem pela frente.

O susto e as dores cresciam em paralelo e, nessa mesma altura, a filhinha de Lurdes também procurava vir ao mundo para e testemunhar a terrível “tragédia” que fustigava sua terra natal.

O seu nascimento deixaria, segundo aquela mulher, registado na memória do tempo que a sua filha nasceu no tecto de uma varanda de Chókwè.

Lurdes Mulhanga lamenta, no entanto, a perda da respectiva casa que era uma moradia maticada de argila, mas que dada a fúria das águas invasoras pura e simplesmente deixou de existir.

Porém, a maior graça que afirma ter recebido é ter conseguido gerar a sua segunda filhinha com o auxílio da cunhada que exerceu o papel de parteira de valor inestimável, provado na vida e saúde do bebé.

A recém-nascida, ainda sem nome, ainda não foi vista pelos médicos muito menos saber o peso a nascença, mas, a primeira vista, espelha boa saúde. Mexe os pés, boceja, chupa o seu punho cerrado, pestaneja e voltar a fechar os olhos e dorme tranquilamente.

O agregado familiar do lar de Lurdes Mulhanga integra um universo de 13 pessoas que passará agora para 14 com o advento da sua filha mais nova.

As senhoras que encontram em igualdade de circunstâncias com a mamã Lurdes não param de sorrir numa clara felicitação daquela jovem mãe, pela tenacidade traduzida no nascimento da sua segunda criança.

(RM/AIM/Foto de Ussene Mamudo)

 

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Cheias: Bebé nasce no tecto de uma casa no Chókwè

Cheias-bebe-nasce-tecto-Se as cheias que inundaram quarta-feira a cidade de Chókwè são uma “maldição” para muitos residentes daquela urbe, para Lurdes Mulhanga constituem uma bênção, porque foi durante o momento de desespero que deu à luz a sua segunda filha (na imagem).

O parto, no tecto de uma residência no 3º bairro, onde ela se encontrava refugiada, dado que as águas das cheias chegaram a atingir pouco mais de dois metros de altura naquela área é, no seu entender, prova divina de que apesar das cheias Chókwè é uma terra abençoada.

A bênção, segundo Lurdes, mulher de 25 anos de idade, reside no facto de nas inesquecíveis cheias de 2000, que também fustigaram Chókwè, uma mulher ter gerado igualmente uma filha encima de uma árvore. Trata-se da menina Rosinha, agora com 13 anos de vida.

Segundo retrato histórico do acontecimento narrado por Lurdes, mesmo antes de as águas começarem a inundar a cidade, já sentia as dores de parto, mas julgava que se tratasse de um falso alarme e que o momento certo para dar a luz estava ainda por vir.

Porém, havia por outro lado a necessidade de retirar os parcos bens da família para um local seguro, mas que a sua condição física já não tinha grande reserva energética para aguentar objectos de muito peso.

Com auxílio de outras mulheres da sua casa, uma vez que o seu marido regressou ao trabalho na vizinha África do Sul, foi auxiliada a subir a varanda de uma casa no bairro para escapar as águas que, aos remoinhos, impeliam tudo que encontrassem pela frente.

O susto e as dores cresciam em paralelo e, nessa mesma altura, a filhinha de Lurdes também procurava vir ao mundo para e testemunhar a terrível “tragédia” que fustigava sua terra natal.

O seu nascimento deixaria, segundo aquela mulher, registado na memória do tempo que a sua filha nasceu no tecto de uma varanda de Chókwè.

Lurdes Mulhanga lamenta, no entanto, a perda da respectiva casa que era uma moradia maticada de argila, mas que dada a fúria das águas invasoras pura e simplesmente deixou de existir.

Porém, a maior graça que afirma ter recebido é ter conseguido gerar a sua segunda filhinha com o auxílio da cunhada que exerceu o papel de parteira de valor inestimável, provado na vida e saúde do bebé.

A recém-nascida, ainda sem nome, ainda não foi vista pelos médicos muito menos saber o peso a nascença, mas, a primeira vista, espelha boa saúde. Mexe os pés, boceja, chupa o seu punho cerrado, pestaneja e voltar a fechar os olhos e dorme tranquilamente.

O agregado familiar do lar de Lurdes Mulhanga integra um universo de 13 pessoas que passará agora para 14 com o advento da sua filha mais nova.

As senhoras que encontram em igualdade de circunstâncias com a mamã Lurdes não param de sorrir numa clara felicitação daquela jovem mãe, pela tenacidade traduzida no nascimento da sua segunda criança.

(RM/AIM/Foto de Ussene Mamudo)

 

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