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Cientistas começam agora a perceber dimensão dos efeitos da Covid-19

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Published in Ciência & Tecnologia
sábado, 27 junho 2020 07:31
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"Pensávamos que era um vírus do trato respiratório", confessa um cardiologista norte-americano, referindo que, afinal, o vírus "vai atrás" de vários órgãos.

Os cientistas começam agora a perceber a variedade de problemas que o novo coronavírus pode causar, alguns dos quais podem afectar os pacientes durante anos, divulgaram médicos e infecciologistas à Reuters.
Além dos problemas respiratórios, a Covid-19 ataca vários órgãos, causando, em alguns casos, danos catastróficos.
"Pensávamos que era um vírus do trato respiratório. Afinal, vai atrás do pâncreas, do coração, dos rins, do cérebro, do fígados e de outros", admitiu o cardiologista Eric Topol.
Além do desconforto ao nível respiratório, os pacientes infectados pelo novo coronavírus podem ainda apresentar coagulação no sangue, que pode levar a derrames e inflamações que atacam os órgãos. Complicações neurológicas - desde dores de cabeça, perda de olfacto e paladar e convulsões - estão também associado a este novo vírus.
A recuperação não é fácil e pode demorar bastante tempo. As amplas e diversas manifestações do vírus são únicas, referiu o cardiologista Sadiya Khan, de Chicago, também em declarações à Reuters.
No caso da gripe, doentes com problemas cardíacos também apresentam um maior risco de complicações, no entanto, no caso do novo coronavírus, o médico confessa que é surpreendente a quantidade de problemas que ocorrem fora dos pulmões.
Recuperação "lenta e dispendiosa"
Para os que necessitaram de usar ventilador e permaneceram semanas nas unidades de cuidados intensivos, o médico Khan diz que a recuperação é lenta.
"Pode demorar até sete dias por cada dia que esteve hospitalizada a recuperar a mobilidade e força. Quanto mais velho se é, mais difícil fica e algumas pessoas podem até não voltar a recuperar o mesmo nível de funcionalidade", admite.
Apesar das atenções estarem viradas para a minoria que apresenta graves sintomas, os especialistas prestam cada vez mais atenção aos pacientes que não necessitaram de hospitalização, mas que ainda apresentam sequelas, meses após terem testado positivo para o novo coronavírus.
Os estudos para entender os efeitos a longo prazo deste novo vírus estão apenas a começar, mas, de acordo com o vice-presidente do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, Jay Butler, são vários os "relatos de pessoas que se queixam de fadiga e falta de ar persistente". "Quanto tempo vai durar...é difícil dizer", assume.
Apesar do tempo de recuperação do novo coronavírus ser de duas a três semanas, estima-se que um em cada 10 pacientes tenha sintomas prolongados, partilhou Helen Salisbury, da Universidade de Oxford.
De acordo com especialistas, muitos dos pacientes não apresentam sinais de inflamação nas radiografias ao tórax, mas ainda não voltaram ao normal. (RM /NMinuto)

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