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RCA: Vários grupos armados que assinaram a paz contestam novo governo

Published in Mundo
quinta, 07 março 2019 16:01
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Um mês depois da assinatura do oitavo acordo de paz na República Centro-Africana (RCA) desde 2013, este surge em equilíbrio instável, com mais de metade dos grupos armados que o assinaram a contestar o novo governo.

Segundo o acordo, dito de Cartum, capital do Sudão, onde o texto foi rubricado em 06 de Fevereiro, antes de ser assinado na capital da RCA, deveria ser constituído um governo inclusivo.
Mas no domingo foi uma equipa muito parecida com a anterior que foi apresentada, afirmaram os grupos armados.
Dos 14 grupos armados que assinaram o acordo, preparado desde há ano e meio pela União Africana (UA) e apoiado por todos os parceiros de Bangui, oito já contestaram o novo Executivo e dois importantes partidos centro-africanos anunciaram mesmo a retirada dos seus ministros.
A UA já apelou "à calma e à contenção" e adiantou "ter tomado nota das declarações feitas por alguns dos assinantes", segundo o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki, em comunicado.
"Um governo de mascarada", acusou um dos grupos armados; localizado "nos antípodas do espírito do acordo", segundo outro. Em comunicados separados, oito grupos retiraram-se do acordo desde domingo.
Não obstante, a maior parte indicou que permanece "fiel ao acordo de paz" e, se bem que apelando a uma remodelação ministerial, afirmaram que se mantêm solidários com o texto que visa trazer a estabilidade a um país em guerra desde 2013.
Os partidos políticos do antigo presidente François Bozizé e o do antigo primeiro-ministro Anicet Dologuélé anunciaram a sua retirada do governo.
Perante esta situação, o primeiro-ministro Firmin Ngrebada, antigo chefe de gabinete do presidente Faustin-Archange Touadéra, declarou, através de uma mensagem vídeo, que este governo era apenas "um princípio".
O novo governo é "o início do processo conjunto", envolvendo autoridades e grupos armados, afirmou, adiantando que se "vai (...) alargar a base da participação de todos na gestão dos assuntos do país".
Depois da assinatura do acordo, uma calma relativa tem sido observada no país.
Mas depois do anúncio do novo governo, foram erigidas barricadas em várias zonas.
Na terça-feira, a Frente Democrática do Povo da RCA (FDPC, na sigla em Francês) anunciou ter bloqueado a única estrada que abastece Bangui, a partir dos Camarões.
Segundo a autarca de Nana-Mambéré, Diane Prisca Renazou, questionada pela AFP, cerca de 250 camiões estavam bloqueados e permaneciam estacionados.
Uma "reabertura provisória" tinha sido realizada na quarta-feira de manhã, adiantou.
"A história da RCA está tremida", declararam na segunda-feira à noite, em comunicado conjunto, dois grupos críticos do governo, a Frente Popular para o Renascimento da RCA (FPRC) e o ramo de Maxime Mokom das milícias designadas de autodefesa anti-balaka.

A FPRC, o Movimento Patriótico para a RCA (MPC) e a Unidade para a Paz na RCA (UPC) são os três principais grupos armados do país, onde controlam grande parte do norte e centro.
Todos saídos da ex-coligação Séléka, que conquistou Bangui em 2013, e que tiveram representantes nomeados para o governo, reclamam mais representatividade no Executivo.
Em Roma, onde foi recebido na terça-feira pelo papa, Touadéra admitiu que "uma coisa é ter um acordo, outra aplicá-lo".
Apelou aos refractários ao governo para que usem os "mecanismos" previstos no acordo para responder às reivindicações das partes.
No texto assinado, as partes comprometem-se a "renunciar (...) ao recurso à força armada para resolver diferendos". Podem recorrer aos facilitadores do acordo, desde logo a UA, para "conciliação e, se for preciso, arbitragem".
Para este efeito, a UA convocou uma reunião para Adis-Adeba, no dia 18.
O Governo controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim. (RM /NMinuto)

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