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Síria: Após oito anos de guerra regime enfrenta imenso campo de ruínas

Published in Recomendado
quinta, 14 março 2019 10:33
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Oito anos após o início do conflito na Síria, o Presidente Bashar al-Assad considera ter salvado o seu poder, mas o regime, sob influência estrangeira, enfrenta um país fragmentado e devastado humana e economicamente pela guerra.

Em meados de Março de 2011 começaram as manifestações contra o regime cuja violenta repressão levou à guerra na Síria.
O desafio hoje para Damasco é imenso, após mais de 360.000 mil mortos, uma destruição avaliada em 400 mil milhões de dólares (353,8 mil milhões de euros), cerca de 13 milhões de deslocados e refugiados e um terço do território sírio por controlar.
Devido às vitórias do regime contra os rebeldes e os 'jihadistas' nos últimos meses, a situação económica calamitosa ganhou precedência face aos receios sobre a segurança.
Com um desemprego brutal, cortes de electricidade e falta de gás doméstico, a grande maioria dos sírios vive abaixo da linha de pobreza, segundo a ONU.
Os combates baixaram de intensidade e o designado califado do grupo extremista Estado Islâmico desmoronou-se, mas o conflito tornou-se "mais complexo" devido à presença de "poderosos atores estrangeiros que controlam vastas zonas (...) e podem não deixar a Síria tão cedo", sublinha Nicolas Heras, investigador do Center for a New American Security, citado pela agência France Presse.
Na linha da frente estão a Rússia e o Irão - aliados indefetíveis de Damasco, que lhes deve em grande parte a sua sobrevivência - com uma importante presença militar na Síria
O ambiente atual é "de divisão e de desespero", considera Joshua Landis, académico especialista na Síria, adiantando que mais de um terço do país "está ocupado por Estados estrangeiros que formaram e financiaram milícias locais".
Por outro lado, várias regiões continuam na mira de Damasco, como as controladas pelos curdos, até agora apoiados por Washington, no norte e nordeste da Síria.
Controlada na sua grande maioria pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), grupo dominado pelo ex-braço sírio da Al-Qaeda, a província de Idlib (noroeste) beneficia de um acordo russo-turco que impediu até agora uma ofensiva do regime de Assad.
A Turquia tem postos de controlo na região e uma presença em várias cidades fronteiriças.
Os Estados Unidos anunciaram a retirada dos seus 2.000 soldados em território sírio, mas ainda não a concretizaram, o que é entendido como uma vontade de Washington de manter algum poder de influência no país.
Segundo Heras, Ancara, hostil ao projeto de autonomia curda, "quer impor uma 'Pax Ottomana' no norte e leste da Síria".
"A Rússia quer estabilizar Assad" para alargar a sua influência no Médio Oriente em detrimento dos Estados Unidos, enquanto o Irão procura utilizar o território sírio no seu combate à distância contra Israel, que multiplicou nos últimos meses os ataques aéreos na Síria.
Por outro lado, a guerra levou à destruição em massa de infra-estruturas e de vários sectores lucrativos, como o do petróleo, e Damasco tem sido incapaz de lidar com a reconstrução.
O regime de Bashar al-Assad "precisa de água e de trigo", assinala Heras, notando Landis que "os Estados Unidos impõem à Síria um dos mais rigorosos regimes de sanções, o que agrava a miséria" social.
Face ao desafio da reconstrução, Moscovo e Teerão já assinaram acordos bilaterais e concluíram contratos a longo prazo em diversos sectores, nomeadamente energia, construção e agricultura.
A Rússia também pediu aos europeus e às monarquias do Golfo para contribuírem financeiramente para o processo de reconstrução, mas o apelo não parece ter tido eco nas capitais ocidentais que apoiaram a rebelião contra Assad, pelo menos na ausência de um acordo político equilibrado.
Uma solução política, no entanto, parece cada vez mais complicada, face a uma oposição que, segundo a AFP, nunca esteve tão muda, tão fragmentada e tão subordinada desde 2011.
Segundo Nicolas Heras, "a chama da revolução síria extinguiu-se. E isto é, em si, uma vitória para Assad". (RM /NMinuto)

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