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18 de Março de 1933: Início da Radiodifusão em Moçambique.

Published in Recomendado
terça, 19 março 2019 07:13
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A radiodifusão, em Moçambique, teve como precursor o Grémio dos Radiófilos, cujos estatutos foram, aprovados, em 1932, pelo então governador-geral de Moçambique, José Cabral. A sua primeira sede funcionou no prédio “ Jaassan”, onde hoje se encontra instalado o Centro Cultural Brasil-Moçambique.

Alguns recordaram esse primeiro momento com a voz de Mário Souteiro, primeiro locutor em Moçambique, desde a então cidade de Lourenço Marques
O Grémio dos Radiófilos começou a sua actividade com um emissor de 30 Watts, através de concertos ao vivo.
Em Março de 1934 ampliou a sua programação para permitir a inclusão de noticiários.
Com a entrada em funcionamento de um emissor de 250 Watts, o Grémio passou a ser ouvido também nos países vizinhos. Nessa altura, foram introduzidos programas de caracter recreativo, crónicas, palestras, críticas desportivas, entre outros. Ainda na mesma altura, foi inaugurado um serviço em língua inglesa, dirigido particularmente aos territórios vizinhos.
A 29 de Julho de 1937, o Grémio dos Radiófilos passou a chamar-se “ Rádio Clube de Moçambique”. As suas instalações localizavam-se na então Rua “Major Araújo”, a actual Rua de Bagamoyo. A sua inauguração ocorreu em 1939, ano em que começou a construção do Centro Emissor da Matola.

 A expansão da radiodifusão permitiu que em 1946 existissem já sete postos emissores, em todo Moçambique. E, finais desse ano, o Rádio Clube de Moçambique era descrito como a Estação mais conhecida em todo o continente africano. Seis anos depois, entraram em funcionamento as novas instalações da Rádio, no edifício onde hoje funciona a “Rádio Moçambique.

Em 1953, a radiodifusão atinge o Norte do país, com a inauguração do primeiro emissor de Nampula. Todavia, o grande salto deu-se em 1956, com a entrada em funcionamento do primeiro emissor de 100 Kilowatts.
Moçambique passou, desde então, a ser ouvido na Europa e noutros continentes.
Em 1958, nasceram outros emissores: Um em francês, dirigido para Congo Belga e o outro designado de “ Hora Nativa”, especificamente dirigido às populações do Sul do Save.
A emissão em língua francesa desapareceu logo após a queda de Patrice Lumumba. A chamada Hora Nativa sofreu alterações e passou a ser um serviço de combate contra tudo o que se relacionasse com o nacionalismo moçambicano ou seja a independência de Moçambique.

Zambézia e Cabo Delgado tiveram os seus primeiros emissores, respectivamente em 1958 e 1960. Em 1962, depois da constituição da Frente de Libertação de Moçambique- Frelimo, a Hora Nativa foi desligada do Rádio Clube de Moçambique, isto em termos orgânicos. Daí em diante passou a ser tutelada pelos Serviços de Acção Psico-Social, tentáculo da famigerada PIDE/DGS. 1970 é o ano que se pode considerar como do início da expansão da radiodifusão em Moçambique. Depois da montagem de alguns emissores, foi a vez de Tete, Niassa, Inhambane e Manica, em 1972. Estava assim coberto todo Moçambique com a excepção do então distrito de Gaza.

Com a ascensão de Moçambique à independência, foi criada a 2 de Outubro de 1975, a Rádio Moçambique- fruto de nacionalização do então Rádio Clube de Moçambique, Aero Clube da Beira, Rádio Pax e da Voz de Moçambique.

Desde então, a Rádio Moçambique passou a ter o exclusivo da produção e da emissão radiofónica em todo os país. Actualmente, todas as províncias possuem novos e modernos emissores. A constituição de 1990, criou uma nova dinâmica, na Rádio Moçambique. A lei de imprensa promulgada um ano depois, impôs à Rádio Moçambique a obrigação de informar o público e libertou-a de ingerência de qualquer interesse ou influência externa que pudesse comprometer a sua independência.

Hoje, a Rádio Moçambique define-se como uma empresa pública, com personalidade jurídica e dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Tem por missão promover a comunicação para o desenvolvimento, educar e combater o analfabetismo, defender e difundir a cultura moçambicana, com vista ao reforço da identidade nacional, da solidariedade entre os moçambicanos dentro e for a do país, defender a unidade nacional e difundir actos que contribuam para tal. (RM)

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