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Expostos documentos sobre obras públicas em Angola e Moçambique

Published in Cultura
sexta, 18 janeiro 2019 13:31
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Uma exposição denominada (Colonizando África: Relatórios das obras Públicas em Angola e Moçambique: 1875-1975), foi inaugurada, quinta-feira, em Lisboa, numa promoção do Arquivo Histórico Ultramarino, AHU.

 

A exposição, que vai estar patente até 18 de Abril do ano em curso, no Palácio da Ega, à Junqueira, é inaugurada numa altura em que se realiza em Lisboa o primeiro Congresso Internacional de Paisagem Colonial e Pós-Colonial, iniciada quarta-feira na Fundação Calouste Gulbenkiam.

O Adido Cultural da Embaixada de Angola em Portugal,  Luandino Carvalho, um dos participantes da cerimónia  de abertura da aludida exposição, destacou à Angop a “grande importância histórica” da mesma, pois apresenta-nos uma Angola e Moçambique documentada sem objectivos políticos e sem tabus.

Socorreu-se do audágio, segundo o qual as fotografias valem mais que 1000 palavras.

A amostra apresenta as fases de construção das grandes obras nessas duas então colónias portuguesas com relatórios e a documentação arquivada durante décadas e tornados públicos.

De acordo com a directora do Arquivo Histórico Ultramarino, Ana Canas, desde a transição da tutela da Instituição, do Instituto de Investigação Científica Tropical para a Direção-Geral do Livro, Bibliotecas e Arquivos, DGLAB, em Agosto de 2015 -, o AHU realiza esta primeira exposição que permite mostrar o tipo de documentação que tem, neste caso, sobretudo relacionada com as obras públicas nas antigas colónias portuguesas, incidindo em Angola e Moçambique.

A responsável referiu que no âmbito do Projecto “Coast to Coast” que estuda a paisagem colonial e pós-colonial nos domínios de infraestruturas e cidades, “tem se tratado arquivisticamente documentação relativa às obras públicas em todos os espaços que estiveram sob administração portuguesa, entre meados do século XIX e a década de 1930”.

A coordenadora da exposição, Arquiteta Ana Vaz Milheiro, realçou o facto de as fotografias usadas “não serem de propaganda, mas as que eram usadas por técnicos”, sendo que a única excepção é uma fotografia da Barragem das Mabubas em Angola.

Para si,  a amostra começa de uma forma muito visual, com imagens, de preparação do visitante, para o núcleo final  composto sobretudo por “relatórios, mapas e gráficos”.

As infraestruturas analisadas dividem-se em três áreas: transportes, portos, ferrovias, estradas, pontes e aeroportos, assentamentos humanos, “dentro de lógicas de exploração das matérias-primas”, agrícolas e minerais, e, finalmente, a produção hidroelétrica, “para tornar os territórios independentes do ponto de vista energético, e até, no caso de Cabora Bassa, atual Cahora Bassa, em Moçambique, numa lógica de exportação”.

Neste âmbito, explicou Ana Vaz Milheiro, “há muitos estudos que apontam para uma relação entre o que se fazia em Portugal e o que se fazia em África”.

Segundo a investigadora, muitos dos técnicos que trabalharam em África “trouxeram esse conhecimento e aplicaram-no no território português, mas também levavam os conhecimentos da engenharia, cá, e aplicavam-na nos territórios africanos”. “Havia uma grande simbiose e trocavam-se experiências”, enfatizou.

Quanto à mão de obra, “há uma população negra nos trabalhos mais duros sobre a supervisão de homens brancos, europeus, demonstrando uma segregação no trabalho”, afirmou.

Havia trabalho compulsivo, forçado e, mais tarde, os próprios europeus, a não querem depender desse trabalho”, exigiram “a mecanização”, prosseguiu.

Assim, “no final da década de 1950, vemos operários brancos a manusearem as máquinas”, explica Ana Vaz Milheiro.

“Nas obras públicas em Angola e Moçambique não vemos nem mulheres nem crianças”, disse à Lusa Ana Milheiro. (RM-NM)

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