O Ministro da Interino da Polícia sul-africana diz que o crime organizado transnacional continua a ser uma das mais graves ameaças à paz, estabilidade e ao desenvolvimento do continente africano e não só.
Firoz Cachalia disse que o crime organizado se manifesta através do trafico de drogas, tráfico de pessoas, crimes cibernéticos, comercio ilícito de armas, lavagem de dinheiro, terrorismo e crimes contra a vida selvagem.
O Ministro revelou, citando um relatório de 2022, que o continente africano sofre perdas anunais de entre 50 a 80 bilhoes de dóalres somente com os fluxos financeiros ilícitos.
Cachalia defende uma abordagem coordenada e adaptada aos desafios impostos pelo desenvolvimento tecnológico para fazer face ao crime organizado.
O Ministro falava esta quarta-feira, na cidade do Cabo, na vigésima sétima conferencia regional africana da Interpol, a Organização Internacional da Polícia Criminal:
“Esses crimes transcendem fronteiras, exploram avanços tecnológicos e minam a segurança dos nossos povos e a integridade dos nossos respectivos Estados e economias. Estamos todos cientes de que o crime organizado não é estático. A natureza evolutiva das atividades criminosas, o surgimento de novas tendências e o uso de tecnologias sofisticadas por redes criminosas nos obrigam a adaptar, constantemente, as nossas respostas. Esta é uma tarefa que exige um esforço colectivo, concertado e focado. Requer estratégias robustas e a implementação concreta de ações acordadas nos níveis nacional, regional, continental e globa”, afirmou.
O encontro, que termina amanhã, vai destacar o compromisso da África do Sul com a cooperação regional e internacional no combate ao crime organizado transnacional, ao terrorismo e a outras ameaças emergentes à segurança.
Espera-se que sejam assinados acordos concretos para o fortalecimento das respostas regionais, que vão servir como plataformas para o intercâmbio de melhores práticas e o aprofundamento de parcerias no âmbito da aplicação da lei. (RM Johannesburg)
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