“Capacidade financeira limita países menos desenvolvidos alcançarem sucessos na adaptação e resiliência às mudanças climáticas ”- PR

Publicado: 09/11/2022, 7:37
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O Presidente da República acaba de chegar, esta manhã, a Maputo, após participar na vigésima-sétima Conferência de Chefes de Estado e de Governo das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, COP-27, que teve lugar em Sharm el-Sheikh, no Egipto.

Após o desembarque, o Chefe do Estado está a falar à imprensa no Aerpoto Internacional de Maputo sobre a participação de Moçambique na COP-27.

Ontem, na sua última intervenção na Cimeira, o Presidente Filipe Nyusi reiterou o apelo aos países desenvolvidos para apoiarem os menos avançados nos programas de adaptação e resiliência contra as mudanças climáticas.

O Presidente da República afirma que existe pouca possibilidade de os países menos desenvolvidos alcançarem sucessos na adaptação e resiliência as mudanças climáticas, enquanto registarem uma capacidade financeira limitada.

Filipe Nyusi que falava ontem, em Sharm el-Sheikh, no Egipto, na qualidade de campeão africano para a gestão do risco de desastres, num encontro paralelo sobre Perdas e danos decorrentes do clima, defendeu que os países desenvolvidos devem apoiar os programas de defesa da humanidade dos países menos avançados como forma de salvar a sua sobrevivência.

“Os países pobre investem na adaptação e resiliência mas a sua capacidade financeira é muito limitada. Os países poucos desenvolvidos, sozinhos não podem fazer muita coisa sem apoio suficiente. Existe pouca possibilidade de termos sucessos,  apesar das melhores intenções”, disse.

Num encontro bastante concorrido, organizado por Moçambique, no âmbito da COP27, angola, um outro país de expressão portuguesa juntou-se a voz do governo moçambicano ao pedir financiamento para a agenda climática.

O pedido de angola foi apresentado pela vice-presidente de angola, Esperança da Costa.

Falando em financiamento, muitos países desenvolvidos e instituições financeiras que participaram ao mais alto nível na Cimeira sobre mudanças climáticas, reconheceram a necessidade de se duplicar as contribuições para as agendas climáticas nos países menos desenvolvidos.

O exemplo é do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que na mesa redonda sobre transição energética manifestou a abertura em apoiar Moçambique na re/estruturação dos projectos da área.

No encontro, o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, desafiou os países a maximizar todas as energias que têm, tendo tomado como exemplo a solar e eólica, no âmbito da transição energética para as limpas.

A Cimeira dos chefes de estado e de governo sobre mudanças climáticas, encerrou esta terça-feira, mas a COP 27 continua a perseguir a sua agenda de trabalho até ao próximo dia 18 deste mês, devendo as delegações dos países participantes adoptar no final, um programa de trabalho para aumentar com urgência a ambição e a implementação de mitigação, rumo a redução da concentração de gases de efeito de estufa na atmosfera. (RM) 

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