Caso Dívidas não Declaradas: Réu Bruno Langa nega envolvimento no Projecto de Protecção da Zona Económica Exclusiva

Publicado: 02/09/2021, 20:16
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O réu Bruno Langa recusa o seu envolvimento no esboço do projecto de protecção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique, que lesou o estado em mais de 2.2 mil milhões de dólares.

Falando no início da audição, o réu Bruno Langa, explicou que só ficou a saber da sua existência do projecto em 2015, através dos órgãos de Comunicação Social.
Bruno Langa admitiu, no entanto, ter recebido 8.5 milhões de dólares da Privinvest na sua conta em Abu Dhabi.
Sublinhou que o dinheiro que recebeu da Privinvest, é fruto do contrato de consultoria na área de Hotelaria e Imobiliária que assinou com Jean Bustani. Recusou que montante faça parte dos 50 milhões de dólares de sobrefacturação, no âmbito do projecto de protecção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique.

O contrato de consultoria, apresentado pela Procuradora, Sheila Marrengula, indicava claramente que estava ligado ao projecto de protecção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique.
Questionado pelo Juiz sobre o que teria feito com o valor que recebeu da Privinvest, o réu declinou qualquer pergunta relacionada com a questão.
Mesmo assim, o juiz Efigénia Baptista recorreu às provas do Ministério Público para citar as aplicações que o réu fez dos 8.5 milhões de dólares.

As declarações prestadas esta quinta-feira Pelo reu Bruno Langa, entraram em varias ocasiões, em contradições com as declarações já prestadas pelos réus Teófilo Nhangumele e Ndambi Guebuza.
Uma das contradições tem a ver com as viagens efectuadas para a Alemanha e Abu Dhabi, entre 2011 e 2012.
Nestas viagens o réu admitiu que viajou em várias ocasiões com Teófilo Nhangumele, cada um com a sua agenda, sendo que foram financiadas pelo Serviço de Informação e Segurança do Estado ( SISE).
A esse respeito, o réu Armando Ndambi Guebuza, disse que viajou em várias ocasiões com Bruno Langa, uma contradição em torno de quem viajou com quem.
Armando Ndambi Guebuza disse ainda que as viagens para a Alemanha e Abu Dhabi, foram financiadas pela Privinvest.
No processo, Bruno Langa é acusado de crimes de chantagem, falsificação de documentos; uso de documento falso; abuso de confiança, crime de posse de armas proibidas, associação para delinquir, corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais.

Ainda sobre o julgamento, o juiz, Efigénia Baptista, insurgiu-se hoje contra o comportamento do réu, Bruno Langa, que insistia em interrompê-lo quando estivesse a falar ou a colocar alguma questão.
O Juiz repreendeu o Réu recordando que comportamento igual foi em algum momento manifestado pelo réu, Armando Ndambi Guebuza.

“ O senhor deve respeito ao tribunal, da mesma forma que eu devo respeito a si e a todos os outros que estão aqui. Este lugar aqui, esta 6ª Secção do Tribunal judicial da cidade de Maputo não é um lugar adequado para vir desfilar má educação. Aqui o senhor chega para falar com respeito. Aquilo que não quer falar, diga que não quer falar, aquilo que não se lembra, diz que não se lembra. Não é para vir desfilar má criadez e má educação, o lugar aqui não é este”, disse. (RM)

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