Cimeira EUA-África arranca esta terça-feira para debate de parcerias e prioridades

Publicado: 13/12/2022, 13:16
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A capital norte-americana, Washington, sediará a partir desta terça-feira, até quinta-feira, a Cimeira EUA-África, que reunirá líderes de todo o continente africano para discutir formas de fortalecer laços e promover prioridades compartilhadas com os Estados Unidos.

"Estou ansioso para trabalhar com os governos africanos, a sociedade civil, as comunidades da diáspora nos Estados Unidos e o sector privado para continuar a fortalecer a nossa visão compartilhada para o futuro das relações EUA-África", disse o Presidente norte-americano, Joe Biden, citado no 'site' do seu governo.

Quarenta e nove Chefes de Estado africanos, incluindo Filipe Nyusi de Moçambique e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, foram convidados para este encontro de alto nível.

No entanto, cinco países foram excluídos dos convites: Mali, Guiné-Conacri, Burkina Faso, Eritreia e a região separatista da Somalilândia.

Justificando a exclusão, o director de Assuntos Africanos do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Judd Devermont, disse que o Departamento de Estado "queria respeitar as decisões da União Africana e não convidou países que aquela organização internacional sancionou, como é o caso de Mali, Guiné-Conacri e Burkina Faso. 

Por outro lado, a Eritreia e a Somalilândia foram excluídas porque não têm relações diplomáticas com os EUA.

"A cimeira está realmente enraizada no reconhecimento de que África é um actor geopolítico chave e que está a moldar o nosso presente e moldará o nosso futuro", disse um alto funcionário da administração de Joe Biden, num briefing à imprensa, na semana passada. 

"A África moldará o futuro não apenas do povo africano, mas do mundo. De facto, com uma das populações de crescimento mais rápido do mundo, as maiores áreas de livre comércio, os mais diversos ecossistemas e um dos maiores grupos eleitorais regionais nas Nações Unidas, as contribuições, parcerias e lideranças africanas são essenciais para atender aos desafios que definem esta era", acrescentou.

Durante três dias, a cimeira também analisará como os EUA podem trabalhar com os governos africanos nos desafios de segurança, que são especialmente graves na região do Sahel e na Somália.

Para esta terça-feira, primeiro dia da cimeira, o cronograma incluiu encontros como o Fórum de Jovens Líderes Africanos e da Diáspora; Fórum de Paz, Segurança e Governança; um evento de parceria para cooperação em saúde sustentável e outro de conservação, adaptação climática e transição energética.

A quarta-feira será dedicada a fora empresariais, em que serão discutidas parcerias para financiar a infra-estrutura africana e a transição energética; para fortalecer a segurança alimentar; ou para permitir o crescimento inclusivo através da tecnologia. No mesmo dia Joe Biden fará um discurso e terá ainda lugar o jantar da cimeira.

Para quinta-feira, último dia do evento, está agendada a sessão de líderes, que contará com discursos sob os seguintes temas: "Uma África de boa governação, democracia, respeito pelos direitos humanos, justiça e Estado de direito"; "Uma África pacífica e segura" e "Uma África próspera baseada no crescimento inclusivo e no desenvolvimento sustentável".

O dia terminará com uma sessão de líderes visando a promoção da segurança alimentar e a resiliência dos sistemas alimentares. (RM)

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