Comité do Nobel denuncia "julgamento político" contra Suu Kyi

Publicado: 10/01/2022, 13:30
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O Comité do Nobel, que concede o Prémio Nobel da Paz, denunciou o considerou um "julgamento político" contra a líder Aung San Suu Kyi, que foi esta segunda-feira condenada a mais quatro anos de prisão em Myanmar.

 

"O mais recente julgamento contra Aung San Suu Kyi é um julgamento político", denunciou o presidente do Comité do Nobel, com sede na Noruega, Berit Reiss-Andersen, num comunicado enviado à agência de notícias AFP.

"Aung San Suu Kyi é ainda a lutadora mais proeminente pela democracia em Myanmar (antiga Birmânia). O Comité do Nobel está profundamente preocupado com a sua situação", acrescentou Reiss-Andersen.

Em dezembro, o Comité do Nobel -- que raramente comenta as notícias da atualidade - já havia manifestado preocupação, considerando o processo judicial contra Suu Kyi, galardoada com o Nobel da Paz em 1991, "pouco credível".

A líder deposta no golpe de Estado promovido pelos militares em Myanmar foi hoje condenada a mais quatro anos de prisão, num julgamento que poderá resultar em décadas de reclusão para Aung San Suu Kyi.

Suu Kyi, sob prisão domiciliária desde o golpe militar de 01 de fevereiro de 2021, foi considerada culpada, entre outras coisas, de importar ilegalmente 'walkie-talkies', de acordo com uma fonte próxima do processo.

A ex-líder de Myanmar, de 76 anos, já havia sido condenada em dezembro a quatro anos de detenção por violação das restrições ao coronavírus, uma pena reduzida para dois anos pelos generais no poder, encontrando-se a cumprir esta primeira pena no local onde foi detida, incomunicável, desde a sua detenção há quase um ano.

Um porta-voz da junta, o major General Zaw Min Tun, confirmou o veredito à AFP, dizendo que Suu Kyi permaneceria em prisão domiciliária enquanto fosse julgada.

A nova condenação "corre o risco de irritar ainda mais o povo birmanês", disse Manny Maung, da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW).

"Os militares estão a usar esta tática de medo para a manter arbitrariamente detida" e para a manter fora da arena política, acrescentou. (RM-NM)

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