Homem que tentou assassinar Trump é condenado à prisão perpétua nos EUA

Publicado: 05/02/2026, 11:30
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O homem acusado de tentar matar Donald Trump foi, esta quarta-feira, considerado culpado de cinco crimes, incluindo a tentativa de matar um candidato presidencial, e condenado a prisão perpétua.

Ryan Routh montou um posto de atirador, munido de uma espingarda, junto do campo de golfe do actual presidente norte-americano, antes das eleições de 2024, e foi impedido por um agente dos Serviços Secretos.

Routh, de 59 anos, já tinha sido considerado culpado em Setembro, por um júri da Florida, em cinco acusações, incluindo tentativa de assassínio de um candidato presidencial.
O caso remonta a Setembro de 2024, dois meses antes de o político republicano vencer as eleições para um segundo mandato presidencial nos Estados Unidos.

A juíza distrital Aileen Cannon anunciou a sentença no mesmo tribunal de Fort Pierce que se transformou num caos em Setembro, quando Ryan Routh tentou golpear-se no pescoço com uma caneta logo após o júri o declarar culpado em todas as acusações.
Os procuradores tinham pedido prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que Routh não mostrou arrependimento e nunca pediu desculpa.
Um advogado de defesa contratado para a sentença pediu uma pena de 27 anos, referindo que Routh está prestes a tornar-se sexagenário e devia "voltar a experimentar a liberdade, em vez de morrer na prisão".
Routh recebeu também uma pena adicional de sete anos de prisão por uma das condenações relacionada com porte de arma.

A sentença estava inicialmente marcada para Dezembro, mas a juíza concordou em adiar a data depois de Routh ter decidido contratar um advogado só para esta fase, em vez de se representar a si próprio, como fez durante a maior parte do julgamento.
Os procuradores alegaram que Routh passou semanas a planear o homicídio até se esconder, em 15 de Setembro de 2024, entre os arbustos com a arma, quando o então candidato republicano jogava golfe, no seu clube de campo em West Palm Beach.

No julgamento, um agente dos serviços secretos testemunhou que, durante uma ronda de segurança, avistou o rosto de Routh na vegetação e o cano de uma espingarda apontado directamente para ele.
As autoridades policiais norte-americanas interceptaram o veículo de Routh 45 minutos depois de este ter fugido do local e ter sido visto por testemunhas.
Os investigadores encontraram uma espingarda com mira telescópica carregada com 11 balas, uma câmara digital e placas de blindagem capazes de resistir a disparos.

Este caso ocorreu depois de Trump ter sobrevivido a outra tentativa de assassínio durante um comício de campanha em Butler, na Pensilvânia, onde foi ferido na orelha.
O atirador foi morto a tiro no local pelas forças de segurança.
Routh, residente no Havai, tinha várias condenações anteriores por crimes graves, incluindo posse de bens roubados, e uma grande presença 'online' a demonstrar desprezo por Trump.
Num livro autopublicado, incentivou o Irão a assassinar o republicano e, a certa altura, escreveu que, como seu eleitor, devia assumir parte da culpa por Trump ter sido escolhido. (RM /NMinuto)

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