J&J. OMS recomenda vacina mesmo em países com variantes mais contagiosas

Publicado: 17/03/2021, 20:30
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A vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson é recomendada mesmo em países onde circulam variantes mais contagiosas do vírus, disseram hoje peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Vacinação (SAGE) da OMS reuniu-se na segunda-feira e divulgou hoje as suas recomendações sobre a utilização da vacina desenvolvida pela farmacêutica americana Johnson & Johnson, que a agência licenciou na sexta-feira.
"Em países onde a propagação das variantes é elevada, e em países onde temos agora informações sobre a utilização desta vacina para controlar a SRA-CoV-2 causada por estas variantes, recomendamos que a utilizem", disse o presidente do grupo de peritos da OMS sobre vacinação, Alejandro Cravioto, numa conferência de imprensa.
O responsável frisou que a vacina, recomendada para pessoas com mais de 18 anos de idade, e "sem limite de idade", é segura.
"Depois de analisarmos os dados, temos uma vacina que está provado ser segura", referiu Alejandro Cravioto.
Em Janeiro, a Johnson & Johnson anunciou que a sua vacina é 66% eficaz contra a covid-19.
A vacina da farmacêutica americana é a primeira aprovada pela OMS que requer apenas uma dose em vez de duas e pode ser armazenada à temperatura dos frigoríficos convencionais.
A vacina da Johnson & Johnson está licenciada para utilização de emergência nos Estados Unidos desde o final de Fevereiro. Está também aprovada no Canadá desde o início de Março e, na União Europeia, desde 11 de março. Antes, a África do Sul começou igualmente a administrá-la.
As vacinas da Pfizer-BioNTech e da AstraZeneca-Oxford requerem duas doses e a vacina da Pfizer só pode ser armazenada a temperaturas ultrafrias, de cerca de - 80 graus Celsius, tornando mais difícil a distribuição em muitos países que podem não ter o equipamento adequado.
Em contraste, o medicamento da Johnson & Johnson pode ser mantido num frigorífico convencional durante três meses a uma temperatura de 2 a 8 graus centígrados e tem um prazo de validade de três anos, a uma temperatura de 20 graus Celsius.
O grupo farmacêutico comprometeu-se a vender a vacina ao preço de custo.
O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse esperar que o sistema internacional Covax receba 500 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson "o mais depressa possível", enquanto o conselheiro do líder da OMS, Bruce Aylward, acentuou ter a expectativa de receber as primeiras doses em julho "ou mesmo antes".
Segundo o director científico da empresa americana, Paul Stoffels, a vacina da Johnson & Johnson "é a primeira vacina estudada em muito grande escala - cerca de 40.000 pessoas - e incluiu as variantes do vírus.
Ao contrário dos medicamentos da Pfizer e Moderna, que utilizam a técnica inovadora do RNA mensageiro, a vacina da Johnson é uma vacina composta por um vector viral, baseado em adenovírus que foi modificado, de forma a conter o gene responsável pela produção da proteína 'spike', uma proteína que o vírus SARS-CoV-2 utiliza para infectar células, processo também utilizado nas vacinas da AstraZeneca e Sputnik. (RM /NMinuto)

 

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