
Governo do Malawi, pede ajuda internacional para dar uma resposta humanitária de emergência, à mais de 4 milhões de pessoas que necessitam de assistência alimentar urgente.
São cidadãos que estão a enfrentar uma crise alimentar aguda, devido a fraca colheita que se verificou na safra passada, provocada pelos efeitos combinados da seca e estiagem, além de cheias e inundações que alagaram e destruíram os campos de produção.
O apelo é também extensivo para uma assistência em víveres para outras 163,274 pessoas que estão afectadas pelas calamidades naturais na presente época chuvosa, alguma delas encontrando-se a viverem em campos de acomodação.
Até ao momento, o executivo mobilizou 139 mil milhões de kwachas, dos 210 mil milhões de kwachas necessários.
Na quinta-feira, oBanco Africano de Desenvolvimento, em resposta ao apelo lançado pelo governo de Lilongwe, disponibilizou 1 milhão de dólares, para apoiar as famílias afectadas pelos impactos climáticos em todo o país.
Na ocasião, o ministro das finanças e assuntos económicos do Malawi, Joseph Mwananveka, enalteceu o gesto, tendo observado que, ao longo dos anos, o país tem sido severamente afectado por choques climáticos, que impõem exigências significativas não só ao governo, mas também aos parceiros de desenvolvimento.
Quem também já respondeu positivamente a este apelo humanitário, foi o Zimbabwe, que na quinta-feira entregou alimentos e vários artigos não alimentares ao governo malawiano.
Falando na ocasião, a embaixadora do Zimbabwe no Malawi, Nancy Saungweme, afirmou que a doação reflecte os fortes laços pan-africanos entre os dois países, enraizados numa história partilhada, no respeito mútuo e numa solidariedade inabalável. (RM Blantyre)



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