Economistas apelam que o novo executivo a sair das eleições de 16 de Setembro próximo, deverá ter um plano claro e uma acção rápida e urgente nos seus primeiros 100 dias de governação, para salvar o Malawi da profunda crise económica em que se encontra.
O apelo está contido em um White Paper do Standard Bank, divulgado após uma mesa redonda realizada na cidade de Lilongwe, sob o lema: “Rumo à recuperação económica e ao crescimento, dando vida à estratégia de agricultura, turismo, mineração e manufactura”.
Com a presença de representantes de alto nível do governo, órgãos reguladores, doadores, Nações Unidas, sector privado e Banco de Reserva do Malawi, as partes interessadas no diálogo concordaram com uma série de recomendações que exigem implementação urgente para reverter o declínio económico caracterizado por uma taxa de inflação de 27,7%, taxas de juros de mais de 35% e crise do custo de vida.
O Malawi está na sua crise económica mais grave em décadas, com o crescimento per capita provavelmente permanecendo estagnado até 2026.
Reverter isso exigirá uma mudança no comportamento habitual, especialmente em um ambiente global cada vez mais difícil e com apoio externo em declínio.
O documento recomenda abordar a escassez de alimentos e combustíveis, finalizar a reestruturação da dívida, restringir os gastos, concluir acordos de desenvolvimento de mineração, e reequilibrar os gastos agrícolas.
O organizador do evento que é presidente-executivo do Standard Bank no Malawi, Phillip Madinga, afirmou que a economia do país, está em uma encruzilhada, e incerteza caracterizada pela inflação, escassez de divisas e aumento da dívida.
Actualmente, o Malawi é um dos países mais pobres do mundo, e uma pesquisa recente da SABI Strategy mostra que o nível de vida piorou para 71%, nos últimos cinco anos.
A economia está crescendo apenas 1,8%, enquanto a população está a aumentar mais rapidamente, 2,6%.
A dívida está assustadoramente em 86% do PIB e 70% das pessoas estão a viver na pobreza. (RM Blantyre)
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