País. Confissões religiosas apelam a preservação da paz

Publicado: 04/10/2022, 10:39
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Em Tete, o Conselho Cristão de Moçambique apela a todos os moçambicanos a fazerem do 30º aniversário do Acordo Geral de Paz, uma oportunidade para reflectir sobre o terrorismo em Cabo Delgado.
Segundo o presidente do Conselho Cristão de Moçambique, a paz que o pais conquistou há trinta anos, deve ser preservada e regada com boas acções, daí que todos devem lutar contra o terrorismo.
Rosário Ferro insta os crentes a não se filiarem aos malfeitores.
“Estamos preocupados com aquilo que está a acontecer na zona norte de Cabo Delgado e numa parte de Nampula e Niassa. Então, precisamos de estar muito vigilantes, por isso, qualquer cara estranha que vai aparecer, é preciso questionar, interrogar, qual é a missão que leva, vem fazer o quê, isso é muito importante “, afirmou.
Por seu turno Nicodemos Lino da comunidade de Sant’ Egídio, em Tete, diz que a paz alcançada com a assinatura do Acordo Geral de Paz, não pode continuar a ser ameaçada.


Na província de Maputo, o Conselho Cristão de Moçambique, aponta a união e o diálogo entre moçambicanos como uma das formas para garantir a manutenção da paz efectiva no país.


Já em Inhambane, o bispo da Igreja Católica, Dom Ernesto Maguengue, considera que todas as atitudes e acções que colocam em perigo a vida humana, constituem um atentado para a Paz.
A comunidade de Sant’Egídio, em Inhambane, defende a tolerância, perdão e reconciliação como premissas para a manutenção da paz.


Em Gaza, os líderes de algumas confissões religiosas consideram a reconciliação o perdão e a união entre os moçambicanos, como pressupostos básicos para uma paz efectiva, no país.

Em Sofala, líderes religiosos pedem a união de esforços entre os actores políticos com vista à manutenção da estabilidade no país.


Na Cidade de Maputo, o reverendo Marcos Macamo, do Conselho Cristão de Moçambique, considera que o perdão é fundamental para a reconciliação entre os moçambicanos e não só.
“È que o perdão reduz a fúria do inimigo. Sobre o perdão, antigamente as nossas guerras terminavam em rendição. A pessoa deixava a sua flecha no pão, levantava os braços e ajoelhava; isso reduzia o poder do atacante e por fim abraçavam-se. Com o perdão não perdemos nada, o perdão não tem IVA, não tem nenhuma taxa a cobrar. O perdão liberta a pessoa que pede o perdão porque ele vai desactivando o que estava acumulado em si. O perdão chama a esposa e o marido ao arrependimento. Se alguém pediu perdão você desbloqueia tudo “, disse.
O reverendo Marcos Macamo do Conselho Cristão de Moçambique teceu estas considerações, hoje, no espaço Café da Manhã da Rádio Moçambique. (RM)

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