Papa diz que é moralmente aceitável" envio de armas para a Ucrânia

Publicado: 16/09/2022, 9:21
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Papa explicou diferença entre moralidade e imoralidade desta decisão e defendeu que a Ucrânia deve estar aberta ao "diálogo".
Papa Francisco afirmou, esta quinta-feira, que é uma decisão política "moralmente aceitável" que os países enviem armas para a Ucrânia, se for para ajudar o país a defender-se da agressão russa.
As declarações do Sumo Pontífice foram feitas aos jornalistas, durante a viagem de avião de regresso a Roma após três dias no Cazaquistão, onde marcou presença num congresso que reuniu líderes religiosos do mundo inteiro. Francisco foi questionado sobre se era moralmente correto que os países enviassem armas para a Ucrânia e a sua resposta foi clara.
"É uma decisão política que pode ser moral, moralmente aceitável, se for feita sob condições de moralidade", disse o Papa, citado pela Reuters, referindo-se também aos princípios da doutrina da "Guerra Justa" da Igreja Católica Romana.
"A legítima defesa não é apenas lícita, mas também uma expressão de amor à pátria. Quem não se defende, quem não defende algo, não ama. Quem defende (algo) ama”, afirmou.
Mas Francisco foi mais longe nas suas explicações.
"Pode ser imoral se a intenção for provocar mais guerra, ou vender armas ou descarregar armas que (um país) não precisa mais. A motivação é o que em grande parte qualifica a moralidade dessa acção", defendeu.
Na mesma conferência de imprensa, o Papa considerou ainda que a Ucrânia deveria estar aberta ao diálogo com a Rússia.
"É sempre difícil entender o diálogo com países que iniciaram uma guerra… é difícil, mas não deve ser descartado", afirmou.
"Eu não excluiria o diálogo com nenhum poder que esteja em guerra, mesmo que seja com o agressor… Às vezes tem que se fazer um diálogo assim. Não cheira bem, mas tem que ser feito", disse, usando a palavra italiana 'puzza', que significa 'fedor'.
"O diálogo é sempre um passo à frente, com a mão estendida, sempre. Porque senão fechamos a única porta razoável para a paz (…) Às vezes eles (o agressor) não aceitam o diálogo. Que pena. Mas o diálogo deve ser sempre realizado, ou pelo menos oferecido. E isso faz bem a quem o oferece", concluiu. (RM /NMinuto)

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