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Sassou Nguesso promete defender "pulmão africano" em novo mandato

Published in Breves
sexta, 16 abril 2021 20:06

O Presidente eleito Denis Sassou Nguesso, declarado vencedor das eleições presidenciais da República do Congo, foi investido, esta sexta-feira, para um quarto mandato, prometendo, perante vários chefes de Estado africanos, defender o "pulmão africano" da floresta da Bacia do Congo.

 

Aos 77 anos, dos quais quase 37 no poder, Sassou Nguesso foi empossado para um novo mandato de cinco anos como chefe de Estado da República do Congo, um país na África Central rico em petróleo e madeira e que se estende através das florestas da Bacia do Congo.

A pouco mais de seis meses da COP26, que se realizará em novembro em Glasgow, Escócia, o antigo oficial prometeu "dar ao Congo a dimensão global que merece em termos de proteção do ambiente e da biodiversidade".

"Não diremos mais África negra, mas sim África verde", acrescentou o Presidente do país que, à semelhança dos seus vizinhos, recebe apoio de parceiros para o combate às alterações climáticas.

Na frente doméstica, Sassou Nguesso prometeu uma "política de tolerância zero" contra o desvio de fundos e o enriquecimento ilícito".

"Zelarei por isso", sublinhou o Presidente, cuja comitiva foi várias vezes acusada por organizações não-governamentais (ONG) de comprar moradias ou edifícios de luxo no estrangeiro através de fundos públicos desviados.

A cerimónia, realizada na capital, Brazzaville, contou com a presença de cerca de 20 chefes de Estado africanos: Angola, Burkina Faso, Burundi, Chade, Costa do Marfim, Etiópia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné Equatorial, Libéria, Mauritânia, Mali, Namíbia, Níger, República Centro-Africana (RCA), República Democrática do Congo (RDCongo), Senegal e Togo.

África do Sul, Argélia, Camarões, Gabão e Ruanda fizeram-se representar pelos seus primeiros-ministros ou por altos representantes na investidura de Sassou Nguesso, que está envolvido na mediação africana em alguns conflitos regionais.

O chefe de Estado congolês prometeu também conduzir uma "revolução agrícola" para tirar o seu país da dependência do petróleo e das importações, algo que defendeu durante a campanha eleitoral.

Sassou Nguesso foi eleito no escrutínio de 21 de março, recolhendo 88,40% dos votos frente a seis opositores, de acordo com os resultados validados pelo Tribunal Constitucional.

Três dos seus opositores apresentaram recursos contra os resultados, tendo todos estes sido rejeitados.

O seu principal adversário, e uma das mais pesadas vozes da oposição, Guy-Brice Parfait Kolélas, morreu de covid-19 no dia seguinte à votação, quando chegava a França para receber assistência médica.

Sassou Nguesso chegou ao poder em 1979, tendo governado o país com um punho de ferro sob um regime de partido único até 1992.

Após ser derrotado nas primeiras eleições multipartidárias, Sassou Ngeusso regressou ao poder em 1997, após um sangrento conflito contra o regime do presidente Pascal Lissouba, contando com o apoio das tropas angolanas. (RM-NM)

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