
Fortes explosões, com sons semelhantes a aeronaves a sobrevoar Caracas, ocorreram hoje por volta das 02h00 (07h00 em Maputo) na capital da Venezuela, referiu um jornalista da agência de notícias France-Presse.
As explosões acontecem depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enviou um destacamento militar sem precedentes para as águas das Caraíbas, colocar a hipótese de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias do homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, estavam contados.
Os sons das explosões continuaram a ser ouvidos por volta das 02h15 (07h15 em Maputo).
Pelo menos sete explosões e aeronaves a baixa altitude foram ouvidas em Caracas, levando moradores de vários bairros da capital a abandonar as habitações e a correr para as ruas.
Nas redes sociais foram publicadas imagens de grandes incêndios com colunas de fumo, mas não é possível localizar com precisão o local das explosões, que parecem ter ocorrido no sul e leste de Caracas.
Alguns cibernautas relataram detonações na principal base militar do país, o Forte Tiuna, a oeste da capital, e na base aérea de La Carlota.
"Forte Tiuna está a explodir", disseram pessoas que gravaram vídeos a partir das janelas de casa.
O governo da Venezuela não respondeu até ao momento a um pedido de comentário sobre as explosões.
Em 22 de Dezembro, Donald Trump afirmou que seria sensato o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, abandonar o poder, numa altura em que Washington aumentava a pressão militar sobre Caracas.
"Cabe-lhe a ele [Maduro] decidir o que quer fazer. Acho que seria sensato da parte dele", disse o líder norte-americano, questionado sobre se o objectivo de Washington era forçar o líder venezuelano a abandonar o poder.
Questionado sobre as suas declarações relativamente a intervenções em terra, além do mar, para conter o narcotráfico, Trump afirmou que se aplicam "a qualquer lugar de onde venham drogas, não apenas à Venezuela".
A mobilização militar dos Estados Unidos nas Caraíbas e Pacífico visa interceptar embarcações supostamente carregadas de drogas que Washington associa ao Governo de Maduro, acusado de liderar o chamado Cartel dos Sóis, algo que Caracas nega veementemente.
Na segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela, naquela que poderá ser a primeira operação terrestre.
Na sexta-feira, o Presidente colombiano, Gustavo Petro, disse que um míssil norte-americano tinha atingido um alvo na região venezuelana de Alta Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha norte-americana contra o tráfico de droga.(RM /NMinuto)



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