
Governo dos Emirados Árabes Unidos manifesta interesse em apoiar Moçambique na construção de barragens para o controlo das cheias e inundações.
O facto foi anunciado, esta quinta-feira em Dubai, pela primeira-ministra, Benvinda Levi, no balanço da participação de Moçambique na Cimeira Mundial de Governos.
Benvinda Levi disse ter recebido garantias numa audiência que teve com o Ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos
“ Num dos encontros que tivemos com o Ministro dos Negócios Estrangeiros ele até foi além do que esperávamos quando falávamos das cheias, a dizer que o Governo dele está interessado em dar uma maior contribuição a Moçambique, basicamente na construção de barragens que permitam a retenção das águas, para que, em ocasiões futuras, nós não tenhamos que viver o mesmo drama de forma contínua", disse.
Benvinda Levi explicou que perante esta manifestação de interesse, os governos dos dois países vão trabalhar nos próximos tempos em conjunto para a identificação dos locais onde serão construídas as referidas barragens.
"Nós recebemos de bom grado esta manifestação muito objectiva da parte dos Emirados Árabes, certamente que vamos trabalhar com equipas dos dois países para ver onde construir, como, quando e qual será a duração dessas obras e esperamos que os benefícios se verifiquem", disse a governante moçambicana.
Nas mesmas declarações, Levi disse que os Emirados Árabes Unidos também manifestaram interesse em investir na agricultura, além de avançar com a colaboração e troca de experiências no domínio da administração estatal e função pública, cujo objectivo é aproximar os serviços ao cidadão.
"O nosso desafio é que cada cidadão encontre no Estado um parceiro certo, no sentido de que se procuro serviços públicos, o Estado deve estar preparado para me servir e tenho que sair bem servido", declarou.
No balanço da visita, a Primeira-Ministra, faz uma avaliação positiva da participação de Moçambique na Cimeira Mundial de Governos.
Ela participou no evento, em representação do Presidente da República, Daniel Chapo.
A Cimeira Mundial de Governos juntou mais de 150 delegações governamentais, líderes globais e cientistas, incluindo 35 Chefes de estado e primeiros-ministros, num universo de cerca de seis mil participantes. (RM)



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