
O Banco de Moçambique refirma que a decisão de intervenção no Moza Banco em 2016, foi adoptada no exercício das suas competências legais de supervisão, com base em critérios técnicos e prudenciais, para proteger os interesses dos depositantes e outros credores.
A intervenção do Banco Central, de entre vários aspectos, consistiu na suspensão do então Conselho de Administração e da Comissão Executiva, assim como na injeccção de cerca de 8 mil milhões de Meticais para garantir os depósitos e a continuidade operacional do Moza Banco.
Em nota de esclarecimento sobre a intervenção no Moza Banco, o Banco Central refere que em 2016 o Moza Banco apresentava uma situação financeira, gravemente, deteriorada, sem condições mínimas para prosseguir regularmente com a sua actividade.
Adianta que em Setembro de 2016, os fundos próprios do Moza-Banco apresentavam um saldo negativo de 24,9 mil milhões de meticais, enquanto o rácio de solvabilidade se situava em MENOS 100,21 %.
O Banco de Moçambique diz que foi perante este quadro de manifesta insustentabilidade e considerando o elevado risco de contágio sistémico, susceptível de desencadear uma corrida generalizada aos depósitos e comprometer gravemente a estabilidade do sistema financeiro, que deliberou, a 30 de Setembro de 2016, intervir no Moza Banco. (RM)



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