
O presidente dos Estados Unidos afirmou, este domingo, que um grande número de membros da equipa de segurança cubana de Nicolás Maduro foram mortos durante a captura do líder venezuelano.
Donald Trump lamentou as mortes e revelou que as forças de segurança que protegiam Maduro sofreram pesadas baixas durante a operação norte-americana.
"Muitos cubanos morreram ontem [sábado] a proteger Maduro", disse Trump, a caminho da Casa Branca. A segurança de Maduro era composta por um grande número de agentes cubanos.
Havana confirmou no domingo que 32 cubanos, incluindo militares, foram mortos no ataque.
Fontes venezuelanas citadas pelo jornal norte-americano New York Times revelaram que 80 pessoas morreram na operação na Venezuela, enquanto as autoridades de Washington indicaram que meia dúzia de soldados norte-americanos ficaram feridos, embora Trump não tenha confirmado estes números.
As autoridades venezuelanas não confirmaram quantas pessoas foram mortas ou feridas durante os ataques, mas o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que "uma grande parte" da equipa de segurança de Maduro foi morta "a sangue frio" e que estavam a reunir informações sobre as vítimas.
O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, também denunciou a morte de civis e militares perante a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).
"O direito internacional humanitário foi violado ao realizar ataques que causaram a morte de pessoas que não participaram das hostilidades, violando os princípios de distinção, proporcionalidade e necessidade militar", disse o responsável.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.
A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina do país.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a acção militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região. (RM/NMinuto)



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