Sul-africanos receiam contágio em transportes lotados e sem higienização

Publicado: 21/07/2020, 10:28
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A covid-19 encontrou terreno fértil para se propagar em Egoli, onde os sul-africanos são agora obrigados a usar máscara e a manter a "janela aberta" nos transportes públicos para evitar o contágio em pleno inverno.

 

Gauteng, envolvente a Joanesburgo, é a província mais populosa da África do Sul, com cerca de 15,5 milhões de habitantes dos cerca de 60 milhões, e voltou este mês a ser o epicentro da doença, com 36,7% dos casos de infeção (133.617 casos), segundo as autoridades.

O número de mortes anunciadas pelo Governo é de 5.033 dos 364.328 casos confirmados, o que faz da África do Sul o país com maior número de infeções por covid-19 no continente africano e o quinto mais afetado globalmente, depois dos Estados Unidos, Brasil, Índia e Rússia.

Na tentativa de reativar a economia do país, a mais industrializada do continente e pressionado pela sua base eleitoral, segundo observadores, o Governo do Presidente Cyril Ramaphosa, que é também presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder desde 1994, recuou para autorizar o setor privado de carrinhas-táxi a transportar o limite máximo de passageiros para o qual os veículos estão licenciados, que varia entre 15 e 30 pessoas, apesar do novo recolher obrigatório e novas medidas de confinamento.

"Tenho medo da covid-19 porque o facto de ter que me deslocar num táxi todos os dias, que agora está autorizado a transportar a capacidade máxima, é um problema, porque 15 pessoas juntas no veículo, sem poderem abrir janelas e ter de tocar em dinheiro é muito assustador", relatou à Lusa uma utente, Remate Keaphoca.

Situação idêntica relatou à Lusa Connie Mamabolo, residente em Ebony Park, Midrand, para quem 44 rands de tarifa diária envolve uma viagem de 45 minutos até ao trabalho em que adultos e crianças chegam a aguardar cerca de 20 minutos dentro do veículo até que esteja apto a partir com a lotação esgotada.

No início da eclosão da pandemia, em março, o governador da província David Makhura, político do ANC, visitou esta favela para distribuir barras de sabão aos residentes locais como parte de uma campanha de sensibilização de saúde pública organizada por uma organização local.

Os residentes agradeceram a iniciativa, mas questionaram como o fazer sem acesso a água e saneamento da rede municipal.

Por seu lado, Makgadi Molefe, que também reside no Soweto, em Protea Glen, começa o dia às 05:00 para entrar às 09:00 no trabalho e reforça a gravidade da situação: "Os veículos andam repletos com passageiros, não há distanciamento social, usamos máscara, desinfetamos as mãos e só temos que ter a esperança de que tudo vai correr bem", afirma. (RM-NM)

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