Vacina vai reduzir transmissão "em 50%". Normalidade só no final de 2021

Publicado: 16/11/2020, 20:49

Uğur Şahin, um dos criadores da vacina da Pfizer/BioNTech, revelou que o impacto da mesma começará a surtir efeito no próximo verão, prevendo uma espécie de regresso à normalidade no próximo inverno.

"Estou muito confiante que a transmissão entre pessoas vai ser reduzida por uma vacina com esta eficácia - talvez não em 90%, talvez em 50% -, mas não nos devemos esquecer que, mesmo que seja só isso [50%], pode resultar numa redução dramática da propagação da pandemia", indicou o co-fundador da BioNtech, a farmacêutica com sede em Mainz, na Alemanha, que, em parceria com a Pfizer, está nos estágios finais de uma vacina que apresenta 90% de eficácia.
Uğur Şahin, o imigrante turco que fundou a farmacêutica com a esposa, Özlem Türeci, explicou ainda, em entrevista à BBC, que espera que os testes futuros mostrem não só que a vacina reduz a transmissão entre pessoas como impede o desenvolvimento de sintomas em quem a tenha tomado.
Se as coisas continuarem a correr de acordo com o planeado, indicou, a vacina começará a ser entregue "no final deste ano, início do próximo". O objectivo é a entrega de mais de 300 milhões de doses até abril de 2021, o que "poderá permitir o começo de algum impacto".
O maior impacto, porém, acontecerá mais tarde. "O verão vai ajudar porque a taxa de infecções vai descer e o que é absolutamente essencial é que consigamos uma alta taxa de vacinação antes do outono/inverno do próximo ano".
Şahin esclareceu que é essencial que seja garantida a imunização das pessoas antes do outono do próximo ano. Se este plano for seguido, os especialistas estão confiantes de que a vida poderá recuperar alguma normalidade por altura do inverno de 2021.
Recorde-se que a BioNtech, empresa agora com um valor em bolsa quatro vezes superior ao da Lufthansa, criou o princípio ativo - BNT162b2 - da vacina que está a ser agora desenvolvida em conjunto com a Pfizer. Os dados provisórios sobre a vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que em breve será pedido o uso em situações de emergência nos Estados Unidos. (RM /NMinuto)

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