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MISAU prepara-se para enfrentar greve dos médicos

Hospital-doentesO Ministério da Saúde (MISAU) afirma que está a criar condições para minimizar o impacto da greve dos médicos em todo o território nacional, agendada para a próxima segunda-feira, anunciada pela Associação Médica de Moçambique (AMM).

Esta medida surge devido a falta de um acordo entre as partes em torno do formato das negociações e que levou ao fracasso dos dois encontros que haviam sido convocados para discutir as reivindicações apresentadas pela AMM em carta datada de 13 de Maio corrente.

Citado na edição de hoje do jornal “Notícias”, o porta-voz do Ministério da Saúde, Francisco Cândido, diz que, apesar do fracasso dos encontros de quinta e sexta-feira da semana corrente, o Governo continua aberto ao diálogo com a AMM, aguardando a todo o momento que a sua contraparte nas negociações reconsidere a posição que está na origem do impasse.

Leia aqui: Técnicos e enfermeiros distanciam-se da greve dos médicos

No primeiro encontro entre as partes, havido entre as partes, o mesmo não surtiu efeitos porque o Governo exigia a retirada da sala dos elementos que se apresentavam como representantes da Comissão de Profissionais de Saúde Unidos (PSU).

O “Noticias” explica que o Governo alega que a PSU não tem legitimidade para representar os profissionais da saúde, bem como os pontos por ela apresentados configuram novas reivindicações à margem daquelas acordadas com a classe médica no memorando rubricado a 15 de Janeiro deste ano, na sequência da primeira greve no sector.

A AMM, por seu turno, insiste em nota divulgada na tarde de sexta-feira que a PSU é parte legítima e competente para o diálogo, e que as reivindicações que apresenta estão alinhadas com aquilo que são as preocupações já apresentadas pela classe médica.

A inclusão da PSU no diálogo, argumenta a AMM, foi decidida depois da greve de Janeiro, quando os profissionais da Saúde que não pertencem à classe médica se identificaram com a causa, ao mesmo tempo que sentiam alguma falta de vontade de endereçar as suas preocupações por parte da Associação Nacional dos Enfermeiros (ANEMO).

Contudo, segundo “Notícias”, ambos o MISAU e a AMM reiteram a sua abertura para o diálogo, embora uma das partes condicione o processo à retirada da PSU, enquanto a outra insiste em que sem a PSU representada não haverá diálogo.

“Não tendo havido os dois encontros o que estamos a fazer é prepararmo-nos para minimizar o impacto da eventual paralisação enquanto aguardamos que a contraparte reveja a sua posição para voltarmos à mesa, seja no sábado ou domingo”, disse Francisco Cândido.

Enquanto isso, a Ordem dos Médicos de Moçambique considera que apesar de o Governo ter dado alguns passos nesse sentido é necessário que outras medidas sejam adoptadas no sentido de proporcionar condições de trabalho e de vida dignos aos médicos e outros profissionais da Saúde.

Num comunicado distribuído à Imprensa, a Ordem apela à AMM e à PSU “a prosseguirem a justa luta pela melhoria das condições de vida, através de um diálogo construtivo com o Governo”, lembrando que, nos termos da Constituição da República, a lei limita o exercício do direito à greve naqueles serviços e actividades essenciais no interesse das necessidades inadiáveis e da segurança nacional.

Apela ainda a que, em caso da eclosão da greve, a classe médica assegure a continuidade dos cuidados terapêuticos necessários aos seus doentes, bem como assistência a doentes urgentes e graves.

(RM/AIM)

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