Dívidas não declaradas: Armando Ndambi Guebuza recusa ter recebido USD33 milhões

Publicado: 30/08/2021, 15:59
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O réu Armando Ndambi Guebuza recusa de recebimento de 33 milhões de dólares da Privinvest, no âmbito da implementação do projecto de protecção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique.

Os 33 milhões de dólares que o réu recebido à cobrança, são parte dos 50 milhões que segundo o Ministério Público, correspondente ao valor de sobrefacturação na implementação do Projecto da Pro Índicos.

Para além de rejeitar ter pedido os 33 milhões de solares, o réu Armando Ndambi Guebuza, negou ter feito parte da preparação do projeto que veio a lesar o estado moçambicano em cerca de 2,2 milhões de dólares.

O Projecto de protecção da Costa Moçambicana estava avaliado boletim, em cerca de 360 ​​milhões de dólares, sendo que ainda não ficou claro como e que chegou aos 622 milhões de dólares.

Na audição feita na semana Finda o réu Teófilo Nhangumele, confirmou em sede do tribunal, que os 50 milhões de dólares da Privinvest, foram distribuídos por três, sendo que ele ficou com 8,5 milhões de dólares, igual valor de Bruno Langa e Armando Ndambi Guebuza ficou com 33 milhões de dólares.

O Juiz da Causa Efigénia baptista, confrontou o réu Armando Ndambi Guebuza com estas informações, que negou igualmente qualquer tipo de relação com o réu Teófilo Nhangumele.

Na sequência o Juiz Efigénia Baptista, questionou a respeito dos cerca de 14 milhões de dólares, comprovados de terem entrado na conta do arguido em Marco de 2013, através da sua Assinatura.

O réu Ndambi Guebuza recusou mais uma vez ter pedido esse dinheiro, alegando que a assinatura foi falsificada.

Relativamente como viagens feitas para Alemanha e Abu Dabi, Ndambi Guebuza disse ter viajado apenas com o amigo Bruno Langa, e que não conhecia Teófilo Nhangumele e António Carlos do Rosário.

O Arguido confirma que esteve em Abu Dhabi, nos escritórios da Privinvest em busca de oportunidades de negócio, mas não na Companhia de Teófilo Nhangumele e António Carlos do Rosário.

Armando Ndambi Guebuza diz que as viagens feitas para Alemanha e Abu Dhabi, foram custeadas pela Privinmvest, no âmbito dos seus interesses.

Nas suas declarações, Armando Ndambi Guebuza, Admitiu ter usado documentos falsos, que segundo ele, foram elaborados pela Privinveste, para lhe facilitar a aquisição do visto de residência em Abu Dhabi.

Em face das recusas do arguido Ndambi Guebuza de ter pedido de 33 milhões de dólares da Privinvest, o Juiz Efigénia Baptista confrontou o réu, com alguns documentos que comprovam a confirmação de valores da companhia através de algumas empresas na África do Sul.

Sobre esta questão o réu Armando Ndambi Guebuza, recusou-se de prestar qualquer declaração ao tribunal.

O primeiro dia da Audição do réu Armando Ndambi Guebuza, foi marcado pela presença do Pai, Armando Emílio Guebuza, Antigo Presidente da República.

Armando Ndambi Guebuza é acusado pelo Ministério Público, de crimes de chantagem, falsificação de documentos, uso de documento falso, abuso de confiança, corrupção passiva para ato ilícito, associação para delinquir e branqueamento de capitais. (RM)

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