
O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou, esta quinta-feira, a retoma completa do projecto Mozambique LNG da Área Um da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, liderado pela petrolífera TotalEnergies, numa cerimónia realizada na península de Afungi, distrito de Palma.
Desenvolvido pelo consórcio liderado pela multinacional petrolífera francesa TotalEnergies, o projecto foi suspenso em Abril de 2021, na sequência da intensificação dos ataques terroristas em alguns distritos de Cabo Delgado, situação que levou à declaração de Força Maior.
No anúncio da retoma do projecto, Daniel Chapo, disse tratar-se de um momento histórico.
“ Hoje é dia de festa para Moçambique, para África e para o mundo porque este momento histórico representa muito mais do que o reinício de obras que vão dar vida a este projecto que acabamos de visitar; representa a vitória, resiliência, coragem e determinação do povo moçambicano perante as adversidades que em Maio de 2021 conduziram à suspensão das actividades na sequência da declaração da força maior, motivada pela degradação da situação de segurança na região“, disse.
Por seu turno, o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, manifestou satisfação por testemunhar o anúncio do reinício total do projecto LNG, em Cabo Delgado, sublinhando que tal só foi possível graças aos progressos alcançados pelo Governo de Moçambique, com o apoio de aliados internacionais.
“O período de força maior acabou”, vincou, referindo que toda a engenharia do projecto, incluindo a aquisição dos principais equipamentos, está concluída, pelo que “agora é a hora de construir o projecto aqui em Afungi”.
Indicou que cerca de quatro mil trabalhadores já se encontram no local, dos quais 80 por cento são moçambicanos.
“Fico satisfeito em dizer que 80 por cento dos nossos trabalhadores são de nacionalidade moçambicana, nós já instalamos a maior parte dos nossos equipamentos e esperamos ter uma nova cidade aqui em Afungi”, afirmou.
Pouyanné anunciou igualmente a mobilização do primeiro navio, o Olympic Challenger, que já se encontra a realizar estudos técnicos para a instalação de toda a infra-estrutura de águas profundas necessária ao projecto.
“Então”, acrescentou, “vocês verão uma ampla reunião de actividades nos próximos meses, e, é claro, o objectivo primeiro é a segurança”.
O campo de gás Golfinho-Atum, localizado na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Afungi, foi aprovado em 2006 e inicialmente desenvolvido pela petrolífera norte-americana Anadarko.
Desde 2020, a TotalEnergies lidera o consórcio que desenvolve o projecto Mozambique LNG, com uma participação de 26,5 por cento, enquanto a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) detém 15 por cento.
A estrutura accionista integra ainda a japonesa Mitsui & Co (20 por cento), a ENH Rovuma Área Um (15 por cento), a indiana ONGC Videsh (10 por cento), a Beas Rovuma Energy Mozambique (10 por cento), a BPRL Ventures Mozambique (10 por cento) e a PTTEP Mozambique Área 1, da Tailândia (8,5 por cento).(RM /AIM)



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